Por Carolina Gonçalvess
Brasília – Nos últimos dez anos, mais de 237
mil toneladas de embalagens de agrotóxicos utilizadas nas propriedades rurais
brasileiras voltaram para os fabricantes que reutilizaram ou eliminaram o
material, seguindo padrões ambientais definidos em lei. A prática, conhecida
como logística reversa, se tornou obrigatória para o setor em 2002.
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| Embalagens vazias de agrotóxicos. (Divulgação: Emater) |
Apenas no ano passado, segundo balanço
divulgado hoje (29), pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens
Vazias (inpEV), o volume de embalagens recolhidas e corretamente destinadas por
agricultores, comerciantes e fabricantes superou as 37,7 mil toneladas. O
balanço mostra um aumento de 9% em relação ao registro de 2011.
Representantes do inpEV, que reúne a
indústria fabricante de agrotóxicos instalada no país, destacaram, ao longo de
todo o ano passado, que o aumento do volume de embalagens recolhidas reflete o
maior uso de agrotóxicos no país, mas também mostra que o atendimento à
legislação nacional tem acompanhado o incremento da atividade agrícola.
De acordo com os números do sistema da
logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas, conhecido como
Sistema Campo Limpo, Paraná (4,8 mil toneladas), São Paulo (4,5 mil toneladas)
e Goiás (4 mil toneladas) foram os estados que mais encaminharam embalagens
vazias para a destinação final no ano passado. Juntamente com Rio Grande do
Sul, Minas Gerais e Bahia, esses estados respondem por 62% do total de
embalagens vazias que foram retiradas do campo no Brasil.
Apesar de ainda estar longe do topo da lista,
em 2012, os agricultores, fabricantes e comerciantes de Alagoas recolheram 395%
mais embalagens do que no ano anterior, passando de 34 para 170 volumes. No
Pará, a logística reversa teve um salto de 132%, passando de 63 para 147. E no
Rio Grande do Norte, onde foi registrado o terceiro maior crescimento
percentual da medida, o volume recolhido passou de 38 para 74, com aumento de
96%.
A gestão pós-consumo, prevista em lei,
atribui responsabilidades para toda a cadeia produtiva, incluindo agricultores,
fabricantes e canais de distribuição e o apoio do Poder Público.
