domingo, 30 de dezembro de 2012

Ecoturismo mobiliza jovens em busca de rota alternativa no Reveillon

Da Agência Brasil - 21.12.2012

                                                                                                              


Brasília - O Brasil está no topo do ranking dos países com maior biodiversidade do mundo. Riqueza que atrai grande número de turistas que preferem passar a virada de ano em contato com a natureza e longe da badalação. Esse movimento já é visto por quem trabalha com ecoturismo como oportunidade de se preparar para um desafio que se aproxima: receber estrangeiros durante a Copa de 2014.

O Ministério do Turismo estima que a Copa trará ao Brasil cerca de 600 mil estrangeiros, que farão em média três viagens. Acredita-se que o ecoturismo estará entre os atrativos mais procurados durante o evento esportivo. Pensando nisso, o Ministério está desenvolvendo o Projeto Parques da Copa, em parceria com a Embratur, o ICMBio e o Ministério do Meio Ambiente. O objetivo é garantir estrutura adequada para receber os visitantes em 27 unidades de conservação próximas às cidades sede. Além disso, foi elaborada uma lista com 88 produtos e destinos turísticos, dos quais 72 estão distantes até 300 km de um dos 12 palcos do Mundial.

O Ministério do Turismo aposta que o ecoturismo estará entre os atrativos mais procurados durante a Copa de 2014. (Marcelo Saviski / Creative Commons)



Virada

Entre os turistas que buscam tranquilidade na viagem de reveillón está a estudante de comunicação carioca Larissa Armstrong, de 20 anos, que irá passar o ano novo com um grupo de amigos na Praia do Sono, em Paraty, um dos pontos que constam na lista do Ministério. "Estive lá há 3 anos. É uma praia linda, bem extensa e isolada. Não chega carro. O acesso é por trilha ou barco. Por isso, conserva uma natureza exuberante", conta Larissa.

No sul da Bahia, os destinos escolhidos pelo Ministério são Prado e Caravelas, embora estejam a 795 km da capital do estado, Salvador, cidade sede da Copa de 2014. O distrito de Cumuruxatiba, em Prado, será também o local em que a estudante de engenharia ambiental Mayra de Rodesky passará o Reveillon. "Recebi o convite de uma amiga. A família dela tem uma casa lá. Não conheço o lugar, mas me animei de imediato e sugeri fazermos um mergulho", contou.

Perfil


Mayra e Larissa estão dentro do perfil do público de maior incidência no ecoturismo, segundo a cartilha do Ministério do Turismo: são pessoas entre 25 e 50 anos, com escolaridade de nível superior e poder aquisitivo médio ou alto. Geralmente, viajam sozinhos ou em pequenos grupos e procedem dos grandes centros urbanos. A cartilha ressalta ainda que o ecoturista importa-se mais com a singularidade da experiência e com o estado de conservação do ambiente do que com o custo da viagem.

Mergulho no arquipélago de Abrolhos está entre as atrações do sul da Bahia. (ernie_greatoutdoors / Creative Commons)

Apesar da menor preocupação com os custos, o ecoturismo não está entre as viagens mais caras, segundo a Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais. Uma pesquisa de demanda realizada no ano passado apontou que o gasto médio diário no ecoturismo é de R$90,28, abaixo do turismo cultural, do turismo de negócios e do turismo voltado para o bem-estar.

A pesquisa entrevistou 9.418 turistas de diferentes estados e trouxe diversos dados que evidenciam o espaço ocupado pelo ecoturismo atualmente. Quando peguntados sobre o principal atrativo turístico analisado na hora de escolher um destino, 38% dos entrevistados responderam o lazer, 33,3% o ecoturismo, 7,7% eventos e 6,8% a diversão noturna. Quando questionados sobre qual a próxima viagem pretendem fazer, 43,3% disseram buscar sol e praia, 16,2% turismo cultural e 8,2% ecoturismo.


Esse texto está sob Creative Commons 3.0.



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Verdade!

Do Terra Sem Males


O crime compensou

Do Greenpeace - 18.12.2012

Falta de governança e anistia para o maior desmatamento da Amazônia: saiba mais sobre um caso que não é novo nem é o único na região


 Há sete anos, Leo Andrade Gomes foi considerado o indivíduo que mais desmatou a Amazônia, depois que 12.500 hectares de floresta foram derrubados na fazenda que estava em seu nome, no Pará. Após essa e outras infrações, veio a conta: mais de R$ 18 milhões em multas ambientais. E por que essa notícia agora, em 2012? Porque desde essa época, o governo não sabe de Leo: seu CPF foi cancelado pela Receita Federal e ele nunca foi encontrado pelo Ibama. Se está foragido ou se é um ‘fantasma’, ninguém sabe. Mas uma coisa é certa: sua multa será perdoada pelo novo Código Florestal.

Aprovada em maio deste ano após uma pesada investida da bancada ruralista, a nova lei manteve a anistia a quem desmatou sem autorização até o ano de 2008. No caso de Leonardo, bastaria que ele se inscrevesse no Programa de Regularização Ambiental, criado pelo governo, e recuperasse as Áreas de Preservação Permanente (APP) e pronto: a dívida de R$ 18 milhões sumiria para sempre de sua vida.

Veja o vídeo




“O caso ilustra bem o resultado do processo atropelado do Código Florestal: o crime compensou”, diz Danicley de Aguiar, da campanha Amazônia do Greenpeace. “Quem desmatou será premiado às custas do dinheiro público, e isso é uma sinalização clara de que, no Brasil, vale a pena passar por cima das leis”.




A novela da desgovernança

O caso de Leo, porém, está longe de ter um ponto final. Quando seu nome despontou no ranking dos desmatadores do Ministério do Meio Ambiente e a multa milionária chegou, um advogado encaminhou, em nome do acusado, uma defesa ao Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). No documento, ele alega que na época do desmatamento Leo ainda não era proprietário da fazenda Cachoeira Alta, onde ocorreu a infração, e sim a senhora Elizabete Guimarães.

Também em nível federal, Elizabete defendeu-se da mesma forma: apresentou certidão de compra e venda, apontando que Leo já era dono da propriedade quando o desmatamento de 12 mil hectares foi feito. O jogo de empurra continuou sem solução, e a multa acabou ficando para o fazendeiro, que nunca pagou um centavo. Cinco anos depois, em setembro de 2011, porém, Elizabete recebeu da Secretaria de Meio Ambiente do Pará uma Licença de Atividade Rural para uma fazenda de mesmo nome – Cachoeira Alta. A fazenda, afinal, é dela? E a multa? Ninguém conseguiu decifrar. Tampouco o governo. 

Essa história evidencia não só a impunidade que corre solta na Amazônia. Mostra, também, a ausência, descontrole e falta de coordenação do Estado brasileiro na região. “Uma lei do desmatamento zero pode mudar a forma como o Brasil olha para a sua floresta. O país já desmatou mais do que o suficiente par se desenvolver, e agora tem a chance de mostrar ao mundo que consegue continuar crescendo, mas sem dizimar suas ricas florestas e fazendo um uso sustentável delas”, afirma Aguiar.

No último mês de março, o Greenpeace e outras organizações lançaram uma aliança nacional pela lei de iniciativa popular do desmatamento zero. A exemplo da Lei da Ficha Limpa, a ideia é coletar o maior número de assinaturas possível para enviar a proposta ao Congresso.



sábado, 15 de dezembro de 2012

Tartarugas marinhas

Da Agência Brasil - 14.12.2012

O Projeto Tamar comemora 33 anos com a soltura do filhote de número 15 milhões, simbolizando o número de tartaruguinhas soltas no mar desde a criação do projeto - Praia do Forte (BA)



(Fotos: Projeto Tamar/ABr)


Esse texto está sob Creative Commons 3.0.

Anel de lacinho feito com arame

Do Crie e Faça Você Mesmo


Balneabilidade indica apenas 3 praias impróprias para o banho em Salvador

Olha a merda!!! Estou realmente surpreso. Desde novembro as praias consideradas impróprias vêm diminuindo semana após semana, agora, apenas 3 praias, das 34 analisadas, devem ser evitadas, isso de acordo com o último levantamento (o de número 40), realizado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema).

As 4 praias em Lauro de Freitas podem ser desfrutadas pelo banhistas, sem preocupações. Ultimamente têm sido as minhas opções, pela qualidade das praias, e pela comodidade dos quiosques e restaurantes a beira-mar.

A poluição nas águas do mar decorrente do esgoto que corre pelos canais pluviais, o arraste de lixo com as chuvas e a falta de educação da população são alguns dos fatores que contribuem para que as praias sejam classificadas como impróprias.

As praias que devem ser evitadas são:

  • Penha (em frente à Igreja N. S. da Penha);
  • Pedra Furada (atrás do Hospital Sagrada Família);
  • Boca do Rio (em frente ao Posto Salva Vidas)


A avaliação das praias faz parte do projeto Monitoramento Ambiental, do INEMA, que além de analisar a qualidade ambiental das águas e do ar, faz análise do comportamento das correntes oceanográficas e dos ventos. O boletim é feito semanalmente e está disponível no site do Sistema Estadual de Informações Ambientais e Recursos Hídricos (SEIA).

O diagnóstico das condições de balneabilidade é obtido mediante o recolhimento de amostras nas praias de Salvador e Lauto de Freitas, durante cinco semanas.

De acordo com a Assessoria de Imprensa do INEMA, “O material é analisado e os exames bacteriológicos confirmam as praias impróprias para o banho. A praia é considerada própria quando apresenta, em 80% das amostras, menos de 1.000 coliformes fecais ou menos de 800 Escherichia coli, ou ainda menos de 25 enterococos por 100 ML de água. Ainda que nas análises anteriores a qualidade da água esteja dentro dos parâmetros considerados próprios para banho, se o valor obtido na última amostragem for superior a 1000 coliformes termotolerantes ou 2000 Escherichia coli ou 100 enterococos por 100 mL de água, a praia é considerada imprópria. Esses critérios foram estabelecidos pela resolução 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

O Instituto ainda alerta os banhistas para evitar o banho de praia em tempo chuvoso, já que as águas podem ser contaminadas por arraste de diversos detritos, como lixo das ruas, carregado através das galerias pluviais, podendo causar doenças como conjuntivite e leptospirose. “É desaconselhável ainda o banho próximo à saída de esgotos, desembocadura dos rios urbanos, córregos e canais de drenagem”, completa.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

BB inaugura primeiro quiosque solar na Escola Politécnica da UFBA


Da Universidade Federal da Bahia (UFBA) - 10.12.12

Equipamento é projeto piloto para todo o país

O primeiro equipamento de autoatendimento do Banco do Brasil, totalmente alimentado pelo aproveitamento da energia proveniente da luz do sol, será inaugurado às 15h30 dessa sexta-feira, dia 14, na Escola Politécnica da UFBA, localizada na Federação, O quiosque solar é uma iniciativa do Engenheiro do Banco do Brasil, Marcio Queiroz, ex-aluno de graduação de Engenharia Elétrica da UFBA  e mestrando pela Unifacs

O empreendimento foi viabilizado por uma parceria firmada entre a Escola Politécnica e o Banco do Brasil com o objetivo de contribuir para a preservação do meio ambiente.  O quiosque solar é um projeto piloto que posteriormente será "espalhado" por diversos pontos do país, permitindo a redução do consumo de energia elétrica, bem como a presença desse serviço do banco, em locais sem energia.

Faça você mesmo



Conheça o felino raro com os 'maiores caninos' do mundo

Da BBC Brasil


A pantera-nebulosa-de-bornéu é um felino raro e arredio que pode ser encontrada no sudeste da Ásia.

A espécie é conhecida por ter os maiores caninos superiores - em proporção ao tamanho da cabeça - do mundo.

Calcula-se que haja menos de 10 mil desses felinos no mundo, o que fez com que a espécie fosse considerada vulnerável pela União Mundial para a Natureza.

O biólogo Jyrki Hokkanen ficou a cerca de 10 metros de distância do animal para conseguir filmar uma fêmea, no último dia das suas férias na Malásia.

sábado, 8 de dezembro de 2012

5 praias estão impróprias para banho em Salvador


Olha a merda!!! O número não mudou, e as praias poluídas se mantiveram, com exceção da Penha (Em frente à Igreja N. S. da Penha) que pode ser frequentada. Ainda assim, é uma boa notícia se comparado aos meses anteriores... Tínhamos quase metade das praias consideradas como impróprias! O levantamento de número 39, realizado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) indicou que, esta semana, 5 praias, das 34 analisadas, devem ser evitadas

As 4 praias em Lauro de Freitas podem ser desfrutadas pelo banhistas, sem preocupações.

A poluição nas águas do mar decorrente do esgoto que corre pelos canais pluviais, o arraste de lixo com as chuvas e a falta de educação da população são alguns dos fatores que contribuem para que as praias sejam classificadas como poluídas. 

As praias que devem ser evitadas são:
  • Pedra Furada (Atrás do Hospital Sagrada Família);
  • Roma (Atrás do Hospital São Jorge);
  • Boca do Rio (Em frente ao Posto Salva Vidas);
  • Corsário (Em frente ao Posto Salva Vidas Patamares);
  • Itapuã (Em frente à Sereia de Itapoã).

A avaliação das praias faz parte do projeto Monitoramento Ambiental, do INEMA, que além de analisar a qualidade ambiental das águas e do ar, faz análise do comportamento das correntes oceanográficas e dos ventos. O boletim é feito semanalmente e está disponível no site do Sistema Estadual de Informações Ambientais e Recursos Hídricos (SEIA).

De acordo com a Assessoria de Imprensa do INEMA, “O material é analisado e os exames bacteriológicos confirmam as praias impróprias para o banho. A praia é considerada própria quando apresenta, em 80% das amostras, menos de 1.000 coliformes fecais ou menos de 800 Escherichia coli, ou ainda menos de 25 enterococos por 100 ML de água. Ainda que nas análises anteriores a qualidade da água esteja dentro dos parâmetros considerados próprios para banho, se o valor obtido na última amostragem for superior a 1000 coliformes termotolerantes ou 2000 Escherichia coli ou 100 enterococos por 100 mL de água, a praia é considerada imprópria. Esses critérios foram estabelecidos pela resolução 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

O Instituto ainda alerta os banhistas para evitar o banho de praia em tempo chuvoso, já que as águas podem ser contaminadas por arraste de diversos detritos, como lixo das ruas, carregado através das galerias pluviais, podendo causar doenças como conjuntivite e leptospirose. “É desaconselhável ainda o banho próximo à saída de esgotos, desembocadura dos rios urbanos, córregos e canais de drenagem”, completa.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Natal sem árvore não dá

Do Greenpeace





Você já pensou em um Natal sem luzes, enfeites e sem árvore para ser decorada? Tão difícil quanto imaginar essa cena é conseguir pensar na Amazônia sem árvores. Parece impossível, mas isso pode acontecer se nada for feito para impedir o desmatamento.

Pensando em manter a floresta em pé, convidamos você a se juntar ao Greenpeace e comemorar o Natal de uma maneira diferente: decore um objeto com enfeites natalinos. Pode ser qualquer coisa, exceto uma árvore. Depois, mande sua foto para o Greenpeace por mensagem inbox e nós a postaremos em nosso Facebook.

Assim, você ajuda a espalhar a ideia do Desmatamento Zero e ainda mostra aos outros que assim como não há Natal sem árvore, o Brasil também não pode ficar sem floresta. Salvar as florestas do desmatamento não é um trabalho fácil, por isso criamos a iniciativa de lei popular pelo Desmatamento Zero.

Precisamos do maior número possível de assinaturas para poder levar o projeto ao Congresso e pedimos seu apoio para divulgar a nossa campanha em seu blog. Assine, divulgue, compartilhe. Junte-se a nós e defenda um Brasil com florestas. 

Dê um presente diferente esse ano, dê um futuro melhor para você e para o Brasil. Participe!


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Mergulhadores libertam fêmea grávida de tubarão-baleia presa em corda

Da BBC Brasil


Mergulhadores resgataram uma fêmea grávida de tubarão-baleia de dez metros de comprimento que ficou presa por uma corda na costa do México.

Eles faziam um passeio com um grupo de turistas, quando avistaram o animal.

Foram necessários dois mergulhos a 30 metros de profundidade para conseguir cortar a corda e soltar o peixe.

A espécie, apesar de ser a maior entre os tubarões, é inofensiva e se alimenta somente de plâncton.


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Entre 2000 e 2010, Amazônia perdeu uma 'Grã-Bretanha', diz estudo



Um estudo inédito realizado em nove países sul-americanos revela que, entre 2000 e 2010, a Amazônia perdeu 240 mil quilômetros quadrados de floresta, 3% de sua área total, o equivalente ao território da Grã-Bretanha.

Coordenado pela Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (Raisg), que congrega 11 ONGs e institutos de pesquisa regionais, o atlas "Amazônia Sob Pressão" mediu, com base em imagens de satélite, o desmatamento entre 2000 e 2010 em todos os países que abrigam a floresta, além de mapear as principais ameaças ao ambiente e à população local.

"É importante manter em evidência uma visão geral sobre o que está acontecendo na Amazônia", disse à BBC Brasil Beto Ricardo, coordenador-geral do estudo e membro do ISA (InstitutoSocioambiental), uma das principais organizações ambientalistas do Brasil.

Ele explica que, embora haja muitos estudos sobre o desmatamento na Amazônia brasileira, ainda não haviam sido feitas avaliações que incorporassem as porções andina e guianense da floresta.

Para o Brasil, acrescenta Ricardo, trata-se de um estudo especialmente importante porque boa parte das cabeceiras dos grandes rios amazônicos que cortam o país está em nações vizinhas, sobretudo as andinas, como Colômbia e Peru.

"O que acontece lá nas nascentes afeta todo mundo aqui rio abaixo", afirmou.

Segundo o levantamento, entre 2000 e 2010, 80,4% do desmatamento da Amazônia ocorreu no Brasil, país que abriga 58,1% da floresta.

Dono da segunda maior porção de cobertura florestal, com 13,1%, o Peru foi responsável por 6,2% do desmatamento no período, seguido pela Colômbia, que possui 8% da floresta e desmatou 5%.

A pesquisa mostra, porém, que o ritmo de desflorestamento no Brasil e na maioria dos países sul-americanos tem se reduzido desde 2005.

Na última semana, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou a menor taxa anual de destruição da Amazônia no Brasil desde 1988.

Na ocasião, ela afirmou que o país também deverá cumprir a meta de baixar o desmatamento ao limite de 3.925 quilômetros quadrados de floresta ao ano em 2020.

Para Ricardo, mesmo que se atinja tal objetivo, esses níveis de desmatamento "resultarão na morte lenta da Amazônia".

O estudo revela ainda que, apesar de ter caído em termos gerais, a taxa de desmatamento tem se mantido estável no Peru e aumentado na Colômbia e na Guiana Francesa.

Estradas transnacionais

Embora aponte para uma redução nos índices de desmatamento, a pesquisa mostra que, se todos os projetos de exploração econômica na região saírem do papel, a Amazônia poderá perder até a metade de sua cobertura florestal.

Hidreletricas, como a de Belo Monte, aceleram o desmatamento da Amazônia


O estudo considera como principais pressões sofridas pela floresta as estradas, a exploração de petróleo e gás, a mineração, hidrelétricas, focos de calor e o desmatamento.

De acordo com o estudo, a presença de estradas na Amazônia está associada à exploração ilegal de madeira, ao avanço de atividades agropastoris e a grandes projetos de infraestrutura e urbanização.

A Raisg diz que a pressão exercida por estradas na Amazônia aumenta à medida que avança a IIRSA (Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana), empreendimento conjunto de governos da região.

Parte das iniciativas busca ligar áreas habitadas da Amazônia brasileira a portos no Pacífico, facilitando o escoamento de produtos.

A expansão da pecuária e da produção agrícola, informa a Raisg, também está entre as maiores ameaças à floresta e a seus habitantes.

No caso da Amazônia brasileira, 93% das terras exploradas pela agropecuária são ocupadas por fazendas de gado com pastagens onde se cria, em média, 0,9 boi por hectare, quando técnicas intensivas permitem elevar tal proporção a até dez bois por hectare.

Petróleo e mineração

Outras atividades que ameaçam a floresta, segundo o estudo, são a exploração de petróleo e gás e a mineração.

Segundo a Raisg, entre os principais impactos ligados à extração de petróleo estão a poluição da água e do ar, a contaminação do solo e a destruição de ecossistemas naturais.

A organização avalia que há 327 lotes com potencial de exploração de petróleo e gás em toda a floresta, que ocupam 15% de sua área.

Cerca de 80% dos lotes se encontram na Amazônia Andina, onde vive metade dos 385 povos indígenas da região.

No Brasil, os lotes ocupam 3% da porção nacional da floresta.

Extração de madeira ilegal é outro vilão do desflorestamento

O estudo aponta que, no Acre, estão em curso estudos para a exploração de petróleo ou gás em áreas próximas a nove territórios indígenas e seis unidades de conservação.

Já uma porção ainda maior da Amazônia – 21% – é considerada área de interesse para a mineração.

Em metade desse território, exploradores aguardam licença para operar, enquanto em 30,8% das terras já existem trabalhos em curso.

A Raisg afirma ainda que, no Brasil, dois fatores podem "incentivar" a mineração na Amazônia: a eventual aprovação de um projeto de lei que autorizaria a exploração em terras indígenas e a construção de hidrelétricas em rios da região.

As hidrelétricas, aliás, são apontadas pelo estudo como outra grande ameaça à região. Segundo a entidade, há em toda a Amazônia 171 hidrelétricas em operação ou construção e 246 planejadas ou em estudo.

Panorama

Segundo a Raisg, a Amazônia é habitada por cerca de 33 milhões de pessoas, espalhadas por 1.497 municípios. As maiores porções da floresta se encontram no Brasil (58,1%), Peru (13,1%) e Colômbia (8%), seguidos por Venezuela (6,9%), Bolívia (5,7%), Guiana (2,6%), Suriname (2,4%), Equador (1,7%) e Guiana Francesa (1,5%).

A pesquisa estima que, hoje, 45% da Amazônia é ocupada por terras indígenas (TI) ou áreas nacionais de proteção (ANP). Nesses locais, a Raisg diz que os níveis de desmatamento e outros impactos ambientais são expressivamente menores.

"Os resultados apresentados sustentam o importante papel que as ANP e TI vêm cumprindo como desaceleradores ou contentores dos processos de perda de floresta em cada país e na Amazônia em conjunto".








segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

China, Índia e Brasil emitiram mais CO2 em 2011, diz pesquisa

Da BBC Brasil - 02.12.2012


Dados divulgados neste domingo por pesquisadores na Grã-Bretanha indicam que China e Índia contribuíram bastante para que o mundo aumentasse em 3,5% as suas emissões de gás carbônico (CO2) no ano passado.

Gás carbônico é um dos principais agentes do aquecimento global

Em 2011, as emissões de China e Índia aumentaram 9,9% e 7,5%, respectivamente, em comparação com 2010. O Brasil também emitiu mais CO2 em 2011: 424 milhões de toneladas, um aumento de 1,4% em relação a 2010.

Já outras duas regiões apresentaram queda na quantidade de CO2 emitida no mesmo período, segundo os cientistas da universidade britânica: Estados Unidos (queda de 1,8%) e União Europeia (2,8%).
Os dados da Universidade de East Anglia indicam que as emissões aumentarão em 2012, atingindo um volume recorde.

Um relatório produzido pela universidade afirma que as emissões de gás carbônico crescerão 2,6% este ano, na comparação com 2011, atingindo o volume de 35,6 bilhões de toneladas emitidas.

Metas do Protocolo


Este valor é 58% superior ao de 1990, ano base usado pelo Protocolo de Kyoto. O tratado, que não foi assinado pelos Estados Unidos, previa que os países signatários reduzissem as suas emissões de CO2 em 5,2% ao longo da década, tendo 1990 como referência.

O CO2 é o principal gás que provoca o aquecimento global e é produzido através da queima de combustíveis fósseis ou desmatamento.

Os dados foram publicados neste domingo nas revistas científicas Nature Climate Change e Earth System Science Data Discussions.

Dados referentes a 2011 mostram que os países que mais emitem dióxido de carbono são a China (28% do total mundial), Estados Unidos (16%), União Europeia (11%) e Índia (7%). O Brasil é responsável por 1,4% das emissões de CO2.

Ainda assim, se considerados os tamanhos das populações, a emissão por pessoa (per capita) da China ainda é inferior a dos países ricos.

A emissão per capita da China está em 6,6 toneladas de CO2, se aproximando da média europeia de 7,3%. Ambos ainda estão longe da média americana, de 17,2 toneladas de CO2 por pessoa.

Já no Brasil, a emissão per capita de CO2 variou pouco ao longo da última década: de 1,9 toneladas por pessoa em 2001 para 2,2 toneladas em 2011.

"Os dados mais recentes estão sendo divulgados quando o mundo debate mudanças climáticas em Doha", disse a pesquisadora Corinne Le Quéré, da universidade britânica.

"Mas com as emissões ainda crescendo, é como se ninguém estivesse ouvindo toda a comunidade científica."

O painel da ONU sobre Mudanças Climáticas começou no Catar na semana passada e termina na próxima sexta-feira. Mais de 17 mil pessoas estão discutindo medidas para evitar que a temperatura do planeta aumente ao longo deste século.

Um dos pontos em discussão é a criação de novas metas de emissão por país.