sábado, 13 de abril de 2013

Balneabilidade aponta 6 praias impróprias em Salvador



Último levantamento de balneabilidade realizado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (INEMA), aponta 6 praias impróprias para o banho na capital essa semana.

As 4 praias em Lauro de Freitas podem ser desfrutadas pelos banhistas.

A poluição das águas do mar decorrente do esgoto que corre pelos canais pluviais, o arraste de lixo com as chuvas e a falta de educação da população são alguns dos fatores que contribuem para que as praias sejam classificadas como impróprias.

As praias que devem ser evitadas são:

·         Periperi (atrás da estação Férrea);
·         Penha (em frente à Igreja N. S. da Penha);
·         Pedra Furada (atrás do Hospital Sagrada Família);
·         Rio Vermelho (em frente à Igreja N. S. Santana);
·         Boca do Rio (em frente ao Posto Salva Vidas);
·         Patamares (em frente ao Posto Salva Vidas).

A avaliação das praias faz parte do projeto Monitoramento Ambiental, do INEMA, que além de analisar a qualidade ambiental das águas e do ar, faz análise do comportamento das correntes oceanográficas e dos ventos. O boletim é feito semanalmente e está disponível no site do Sistema Estadual de Informações Ambientais e Recursos Hídricos (SEIA).

O diagnóstico das condições de balneabilidade é obtido mediante o recolhimento de amostras nas praias de Salvador e Lauro de Freitas, durante cinco semanas.

De acordo com a Assessoria de Imprensa do INEMA, “O material é analisado e os exames bacteriológicos confirmam as praias impróprias para o banho. A praia é considerada própria quando apresenta, em 80% das amostras, menos de 1.000 coliformes fecais ou menos de 800 Escherichia coli, ou ainda menos de 25 enterococos por 100 ML de água. Ainda que nas análises anteriores a qualidade da água esteja dentro dos parâmetros considerados próprios para banho, se o valor obtido na última amostragem for superior a 1000 coliformes termotolerantes ou 2000 Escherichia coli ou 100 enterococos por 100 mL de água, a praia é considerada imprópria. Esses critérios foram estabelecidos pela resolução 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

O Instituto ainda alerta os banhistas para evitar o banho de praia em tempo chuvoso, já que as águas podem ser contaminadas por arraste de diversos detritos, como lixo das ruas, carregado através das galerias pluviais, podendo causar doenças como conjuntivite e leptospirose. “É desaconselhável ainda o banho próximo à saída de esgotos, desembocadura dos rios urbanos, córregos e canais de drenagem”, completa.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

BAHIA AMPLIA PRODUÇÃO DE ENERGIA EÓLICA COM TRÊS PARQUES INAUGURADOS EM SENTO SÉ



                                                                                                          

Eletricidade suficiente para atender a cerca de 600 mil pessoas é o que vão fornecer os três parques de produção de energia eólica inaugurados nesta quinta-feira (11) pelo governador Jaques Wagner e o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, na cidade de Sento Sé, região do São Francisco.

Inauguração de parques eólicos em Sento Sé - Foto: Manu Dias/GovBA

Construídos em consórcio pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) e pelo grupo Brennand Energia, os parques São Pedro do Lago, Sete Gameleiras e Pedra Branca estão ligados ao Sistema Integrado Nacional por uma linha de transmissão de 58 quilômetros, que já está operando. Toda a energia produzida está sendo distribuída para residências e indústrias.

Durante a inauguração, Wagner destacou a importância do investimento em produção de energia limpa e as melhorias que isso proporciona as comunidades locais. “Estamos aqui em plena seca e no meio de toda a preocupação com a falta de água podendo ver essa obra, que tem tanta modernidade e tecnologia aproveitando os ventos para gerar desenvolvimento”.

O ministro ressaltou a sustentabilidade da energia gerada e os efeitos que ela tem no combate a seca. “Gerando energia através do vento podemos destinar a água do São Francisco para o consumo humano, animal e irrigação e menos para produção de eletricidade”.

Destaque

A previsão é que os parques de Sento Sé sejam triplicados nos próximos anos, passando dos atuais 90 megawatts para cerca de 300 megawatts. Além deles, a Bahia tem outros parques instalados ou em implantação. Em Caetité e Brotas de Macaúbas as unidades estão prontas. Já nas cidades de Morro do Chapéu, Campo Formoso, Igaporã, Pindaí, Sobradinho e Casa Nova estão sendo construídas. O parque eólico de Casa Nova, por exemplo, será o maior da América Latina o que coloca o estado como destaque e líder nacional na produção de energia eólica.

Com o grande potencial que tem para aproveitamento do vento na geração de energia e o empenho do Governo do Estado na atração de investimentos nessa área, a Bahia se tornou também um polo da fabricação de equipamentos que compõem as torres eólicas. Fabricantes de aerogeradores como a francesa Alston e a espanhola Gamesa se instalaram em Camaçari. “Isso criou um novo ramo de indústria na Bahia. São novos empregos, mais renda e desenvolvimento para nosso povo”, disse o governador.

Encontro discute liberação de gás carbônico na atmosfera

Da Agência Brasil
Por Isabela Vieira - 08.04.2013

                                                                                                          


Rio de Janeiro- Encontrar uma solução para uma das maiores causas do aquecimento global -  a liberação de uma grande quantidade de gás carbônico na atmosfera  - é um desafio para empresas de geração de energia e petroquímicas. O tema foi assunto de debate hoje (8) no 2º Congresso Brasileiro de Gás Carbônico na Indústria do Petróleo, Gás e Biocombustíveis entre as empresas do setor e especialistas.


O tema foi assunto de debate hoje (8) no 2º Congresso Brasileiro de Gás Carbônico na Indústria do Petróleo, Gás e Biocombustíveis entre as empresas do setor e especialistas (US Fish and Wildlife Service / Creative Commons)


Durante a palestra, além do impacto ambiental provocado pela liberação do gás carbônico em altas concentrações com a queima de combustíveis fósseis pela indústria e pelo transporte, foi lembrado  uso benéfico do gás carbônico na produção agrícola, na produção de biocombustível de alga, no congelamento de alimentos e como anestésico em animais de frigoríficos.

“O  gás carbônico é um problema e também uma solução porque  tem aplicações industriais”, disse o diretor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federaldo Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), Luiz Pinguelli Rosa. O professor disse que o grande desafio da sociedade é isolar o gás e capturá-lo das chaminés de fábricas.

Produtora de petróleo e gás, a Petrobras estuda formas de diminuir a liberação do gás carbônico na extração de seus produtos por meio de investimentos nas refinarias. “Não tem como acabar com a poluição, mas tem como diminuir o impacto”, disse a consultora sênior da estatal, Glenda Rodrigues. “Porém, os custos são altos”.

O diretor de  Exploração e Produção da Petrobras, José Miranda Formigli Filho,  disse que a empresa vem utilizando o método de injeção de gás carbônico para aumentar a eficiência da produção no pré-sal e não desperdiçar o gás. “O  petróleo pode ficar preso no reservatório e o gás facilita a saída”, explicou Pinguelli Rosa.

A professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Rosana Fialho acrescentou que para diminuir o impacto da liberação de gás carbônico é preciso investir em tecnologia.  Os  métodos atuais são de pouca eficiência na captura do gás nos processos industriais. “Precisamos desenvolver tecnologias alternativas e torná-las viáveis economicamente”, disse.

Edição: Fábio Massalli

Esse texto está sob Creative Commons 3.0.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Diálogos Ambientais para a Gestão é tema de Simpósio na UFBA

Da UFBA

                                                                                                       


A discussão de temas relacionados ao desenvolvimento sustentável e ao meio ambiente estará em pauta no Simpósio Diálogos Ambientais para a Gestão que acontece às 18h30 desta sexta-feira (05/04), no Anfiteatro 04 do Instituto de Biologia da UFBA, no campus de Ondina.  A atividade como entrada franca, faz parte de um acordo de cooperação técnica entre a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a SecretariaEstadual do Meio Ambiente (SEMA) e terá a presença do Diretor Executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Paulo Moutinho e da professora do Instituto de Ciências Ambientais e Desenvolvimento Sustentável da UFBA,Adriana Kieckhöfer.

Evento discutirá temas desenvolvimento sustentável


O simpósio que será coordenado pelo Mestrado Profissional em Ecologia Aplicada à Gestão Ambiental da UFBA e pela Diretoria de Estudos Avançados em Meio Ambiente da SEMA contará com as palestras “Da ciência à política: qual o melhor caminho (se é que ele existe)”,ministrada por Paulo Moutinho e Gestão Ambiental Empresarial, com a professora Adriana Kieckhöfer.

Em sua fala, Paulo Moutinho fará uma abordagem sobre a atuação do IPAM na Amazônia e exporá sua crença na influência da ciência em decisões políticas pode ser observada, por exemplo, nas discussões sobre a mudança climática, pautadas pelo IPCC, e sobre a alteração do Código Florestal, com a participação da Academia Brasileira de Ciências e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.  A professora Adriana Kieckhöfer destacará que para a maioria das empresas, as preocupações com o meio ambiente não se transformaram em práticas administrativas e operacionais e como uma gestão empresarial socioambiental torna as empresas parceiras do desenvolvimento sustentável.

Diálogos Ambientais

O projeto Diálogos Ambientais consiste numa série, geralmente mensal, de debates gratuitos com o objetivo de discutir temas relacionados ao desenvolvimento sustentável e ao meio ambiente. A proposta surgiu a partir da fusão, em 2011, dos programas Quintas-feiras Ambientais, do Instituto do Meio Ambiente (IMA), e Diálogo das Águas, do Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ).