sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Papagaios são encontrados em caixas de papelão no interior da Bahia

Do G1

                                                                                                                                  


Aves estavam em residência na cidade de Brumado, sudoeste da Bahia. Dono da casa conseguiu fugir e é procurado, segundo a polícia.

Animais foram encontrados em caixas de papelão (Foto: Wilker Porto/ Brumado Agora)


Cerca de 11 papagaios foram encontrados em caixas de papelão na tarde desta quinta-feira (3) em Brumado, no sudoeste da Bahia. Segundo as informações da polícia, uma denúncia anônima levou os militares à casa no Bairro das Flores, onde as aves estavam.


A polícia informou que o dono da casa fugiu após avistar os policiais. De acordo com a delegacia, os animais seriam comercializados ilegalmente na região. O suspeito é procurado e poderá responder por maus tratos e venda ilegal de animais silvestres. Os papagaios serão encaminhados ao Ibama em Vitória da Conquista, município vizinho. 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Chapada Diamantina agora conta com aplicativo para tablete e smartphones.


                                                                                                                                    



Baleia aparece morta em praia no extremo sul da Bahia

Do G1

                                                                                                            


Animal da espécie Jubarte foi localizado na manhã desta segunda-feira (30). Populares avistaram o animal logo cedo, já sem vida.

Animal foi localizado sem vida nessa segunda-feira (Foto: Diógenes Cunha/ Primeiro Jornal

Uma baleia da espécie Jubarte foi encontrada morta na manhã desta segunda-feira (30), no bairro Novo Prado, na Praia do Centro, cidade de Prado, extremo sul da Bahia.

Especialistas do Instituto Baleia Jubarte foram encaminhados para avaliar a situação do animal e investigar as causas da morte.


Populares informaram terem visto o animal já sem vida por volta das 5h desta segunda-feira, encalhado na praia.

Balneabilidade indica 13 praias impróprias em Salvador e Região Metropolitana

Olha a Merda!! Último levantamento de balneabilidade realizado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (INEMA-BA), aponta 13 praias impróprias para o banho em Salvador e Região Metropolitana.

A poluição das águas do mar decorrente do esgoto que corre pelos canais pluviais, o arraste de lixo com as chuvas e a falta de educação da população são alguns dos fatores que contribuem para que as praias sejam classificadas como impróprias.

As praias que devem ser evitadas são:

  • Periperi (atrás da estação Férrea);
  • Penha (em frente à Igreja N. S. da Penha);
  • Bogari (em frente ao Colégio João Florêncio Gomes);
  • Pedra Furada (atrás do Hospital Sagrada Família);
  • Roma (atrás do Hospital São Jorge);
  • Rio Vermelho (em frente à Igreja N. S. Santana);
  • Pituba(em frente à Rua Paraíba, próximo ao Ki-Mukeka, e atrás do antigo Clube Português),
  • Armação (em frente ao Clube Inter. Pass);
  • Boca do Rio (em frente ao Posto Salva Vidas);
  • Corsário (em frente ao Posto Salva Vidas e em frente ao Posto Salva Vidas Patamares);
  • Buraquinho (em frente à barraca de praia Chalé.


A avaliação das praias faz parte do projeto Monitoramento Ambiental do INEMA, que além de analisar a qualidade ambiental das águas e do ar, faz análise do comportamento das correntes oceanográficas e dos ventos. O boletim é feito semanalmente e está disponível no site do Sistema Estadual de Informações Ambientais e Recursos Hídricos (SEIA).

De acordo com a Assessoria de Imprensa do INEMA, o diagnóstico das condições de balneabilidade é obtido mediante o reconhecimento de amostras nas 34 praias de Salvador e Lauro de Freitas, durante cinco semanas. De acordo com a resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), a praia é considerada imprópria quando, durante o período analisado, mais de 20% das amostras coletadas apresenta um resulta superior a 1000 coliformes fecais ou 800 Escherichia coli, ou quando na última coleta o resultado for superior a 2500 Coliformes termotolerantes ou 2000 Escherichia coli ou 400 Enterococos por 100 ml de água.


O instituto ainda alerta os banhistas para evitar o banho de praia em tempo chuvoso, já que as águas podem ser contaminadas por arraste de diversos detritos, como lixo nas ruas, carregamento através das galerias pluviais, podendo causar doenças como conjuntivite e leptospirose. “É desaconselhável ainda o banho próximo à saída de esgotos, desembocadura dos rios urbanos, córregos e canais de drenagem”, completa. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Ibama apreende 1.500 pássaros silvestres na BR-324

Do A Tarde

                                                                                                               


Imagem da Polícia Rodoviária Federal mostra caixas com centenas de aves (Doto: Divulgação PRF)
 
Cerca de 1.500 pássaros foram apreendidos na madrugada desta quinta-feira, 26, na BR-324, no município de Humildes (a 108 km de Salvador). De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os animais eram transportados ilegalmente, quando foram interceptados durante fiscalização da PRF e da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

Um homem, que não foi identificado, foi preso e encaminhado para o Complexo Policial de Feira de Santana. De acordo com policiais civis, essa é a terceira vez que ele é detido pela mesma infração.

Os animais serão entregues a funcionários do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Cachorro é baleado em Itapetinga, na BA, e polícia investiga autor do crime

Do G1 BA

                                                                                                                                       


Populares dizem que tiros foram disparados da casa de um médico da região. Polícia diz que vai investigar autoria e irá ouvir testemunhas nessa semana.

Cachorro é baleado e passa por cirurgia em Itapetinga. Médico veterinário diz que ele precisa passar por uma reconstrução na mandíbula (Foto: Tiago Bottino / Itapetingagora.com)


Um cachorro foi baleado no domingo (22), no bairro do Recanto da Colina, em Itapetinga, cidade localizada a cerca de 560 km de Salvador. Segundo informações da polícia, o animal foi socorrido primeiramente por populares, que acionaram os policiais. O cachorro foi encaminhado para uma clínica, onde passou por uma cirurgia na mandíbula e de acordo com o médico veterinário que atendeu a ocorrência, ele precisa de transferência para outra clínica na região.
 
O caso é investigado pela delegacia da cidade. "Vamos começar a ouvir as testemunhas. Não sabemos ainda de onde saiu o tiro. Ele foi atingido na frente da casa de um médico na região, e populares afirmam que o tiro saiu dessa residência. Estamos apurando o caso, e vamos ouvir as testemunhas e o médico. Não sabemos dizer, de fato, quem é o responsável por esse crime. Um projétil já foi retirado do animal e pedi uma análise do material", explicou o delegado titular da cidade, Ricardo Júnior.
 
Na manhã desta segunda-feira (23) o animal passou por um procedimento cirúrgico e aguarda transferência para outra clínica. "O cachorro sofreu um trauma da região da mandíbula e precisa fazer uma reconstrução óssea, senão ele não vai conseguir se alimentar normalmente. Estamos tentando encaminhar o animal para uma clínica em Itabuna ou Vitória da Conquista, já que em Itapetinga não fazemos esse tipo de procedimento", informou o médico veterinário Ricardo Lopes.
 
Segundo o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais, praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, é crime com multa e pena de três meses a um ano de prisão.



Polícia investiga autoria do crime. Populares dizem que tiros saíram da casa de um médico, que será ouvido juntamente com as testemunhas, afirmou delegado. (Foto: Tiago Bottino / Itapetingagora.com)

Estudo revela declínio de sete espécies de peixe no sul da Bahia

Da BBC Brasil
Por Rafael Gomez

                                                                                                                                           



 
 
Cada vez mais raros

Um estudo realizado no sul da Bahia por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina revelou que sete espécies de peixe anteriormente comuns na região e usados na culinária local estão desaparecendo.

O levantamento, feito pelos biólogos Sergio Floeter, Natalia Hanazaki e Mariana Bender, foi feito com base em entrevistas com pescadores que trabalham na região vizinha ao Parque Municipal Marinho do Recife de Fora, em Porto Seguro.

Um total de 53 pescadores de diferentes idades foram convidados pelos pesquisadores a identificar, por meio de fotos, espécies de peixe que tradicionalmente vivem na costa da região. Eles responderam a perguntas sobre qual é o maior peixe de cada espécie que já haviam capturado e o ano que isso ocorreu.

A conclusão foi que algumas espécies estão cada vez menos presentes nas redes dos pescadores, ou, quando estão, os peixes são menores do que em décadas passadas.

São elas o badejo-quadrado (Mycteroperca bonaci), a garoupa (Epinephelus morio), o dentão (Lutjanus jocu), a cioba (Lutjanus analis), a guaiúba (Ocyuru chrysurus), o cherne (Hyporthodus nigritus) e o mero-gato (Epinephelus adscensionis).

Pesca não-sustentável

Durante a pesquisa, ficou claro que pescadores mais velhos, com mais de 50 anos, pescavam peixes maiores do que os mais jovens.

O badejo-quadrado, por exemplo, era encontrado há 40 anos pesando quase 50 quilos na região. Hoje, o mais comum é encontrá-lo com 17 quilos.

Mais preocupante foi a constatação de que alguns peixes sequer são reconhecidos pelos pescadores mais jovens.

"Alguns pescadores com menos de 31 anos não reconheceram espécies de peixe como o mero-gato e o cherne quando apresentados às fotos na entrevista", disse Mariana Bender.

Situação das espécies do estudo segundo a lista do IUCN

  • Badejo-quadrado – Quase ameaçada; população diminuindo
  • Garoupa – Quase ameaçada; população diminuindo
  • Dentão – Não aparece na lista
  • Cioba – Vulnerável
  • Guaiúba – Não aparece na lista
  • Cherne – Em perigo crítico
  • Mero-gato – Pouco preocupante; população diminuindo

Os mesmos pescadores jovens disseram não saber que peixes hoje raros foram um dia abundantes no sul da Bahia.

A pesquisa constatou que os pescadores acreditam que sua atividade está tendo um impacto sobre os estoques pesqueiros da região: para 36% deles, seu trabalho colaborou para reduzir a quantidade de peixes ao longo dos anos.

Mas, para os cientistas, não é apenas a pesca não-sustentável, feita em uma escala que não permite que os estoques de peixe se reponham naturalmente, que está por trás do sumiço dessas espécies.

"Outro fator preocupante é a perda de habitats e de habitats bem conservados para a manutenção dessas espécies de peixe, como a perda de manguezais, que servem como berçários naturais, e o assoreamento das regiões costeiras que abrigam os recifes", explicou Bender.

Consumo consciente

A pesquisa, divulgada neste ano na publicação científica Fisheries Management and Ecology, sinaliza a necessidade de avaliar a inclusão de outros peixes de ambientes recifais nas avaliações de espécies ameaçadas de extinção.

Alguns peixes que habitam as águas do sul da Bahia já preocupavam bastante os cientistas mesmo antes deste estudo ser feito.

Um deles é o mero (Epinephelus itajara), que hoje é considerado "em perigo crítico" em uma lista da IUCN (União Internacional para a Preservação da Natureza, na sigla em inglês) que avalia o risco de extinção das espécies.

Mariana Bender diz que os pescadores reconheceram o mero nas fotos, mas muitos "jamais pescaram" esse peixe, pese que exista "um histórico de exploração desse peixe na costa brasileira, fazendo com que ele se tornasse um peixe 'raro'".

O cherne, cujo declínio foi constatado no novo estudo, também aparece na lista do IUCN como criticamente ameaçado, mas duas das espécies analisadas na Bahia, o dentão e a guaiúba, sequer foram avaliadas pelo IUCN, e a situação de outra, o mero-gato, é descrita como "pouco preocupante".

Outra necessidade levantada pelos autores do estudo é a de redobrar os esforços no sentido de promover um consumo consciente do estoque pesqueiro.

"Os badejos e garoupas, particularmente, são muito apreciados na culinária pela sua carne. Dessa forma, é necessário promover o consumo consciente para que os estoques dessas espécies possam se recuperar", disse Bender.

O estudo fez parte da rede de pesquisas Coral Vivo, patrocinada pela Petrobras e pelo Arraial d'Ajuda Eco Parque.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Cerrado é bioma mais desmatado do país

Da Agência Nacional 
Por Jéssica Gonçalves - 12.09.2013

                                                                                                                                                

Atualmente, apenas 28% da vegetação se encontram em estado original. Segundo bioma mais produtivo, o cerrado está presente no Distrito Federal, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Goiás. Considerado o Pai das Águas, o cerrado tem grande parte dos recursos hídricos do país. 




quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Começa nesta quinta campanha de vacinação antirrábica

Do ATarde

                                                                                                                                   


Começa nesta quinta-feira, 12, a campanha de vacinação antirrábica. A ação segue até este sábado, 14, nos distritos sanitários do Subúrbio Ferroviário, São Caetano/Valéria, Liberdade e Cabula/Beiru. Na semana seguinte, entre os dias 19 e 21 de setembro, agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) aplicam a vacina em animais de Brotas, Itapuã, Pau da Lima e Barra/Rio Vermelho.
 
Vacinação segue até 4 de outubro. (Raul Spinassé | Ag. A TARDE)
 
A campanha terá uma nova etapa a partir do dia 24 em Cajazeiras, Centro Histórico e Boca do Rio e termina dia 04 de outubro. O objetivo da ação é erradicar a doença, que é transmitida pela saliva de animais infectados. O Ministério da Saúde estima que existam mais de 404 mil cães e gatos em Salvador.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Dilma anuncia investimento em água de R$ 135,4 milhões para o semiárido

Do G1
Por Priscilla Mendes

                                                                                                                             

Recurso será destinado a 336 municípios e deve beneficiar 41 mil famílias.
Segundo ministro, Nordeste passa pela pior estiagem dos últimos cem anos

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta terça-feira (10) investimento de R$ 135,4 milhões para levar água a 336 municípios do semiárido brasileiro (veja, ao final desta reportagem, a lista completa das cidades contempladas por estado). Comunidades rurais deverão receber sistemas simplificados de abastecimento hídrico nos próximos seis meses, segundo previsão do Ministériode Integração Nacional.
O governo prevê que os recursos – que farão parte do programa Água para Todos – beneficiarão 41 mil famílias que vivem em comunidades rurais de baixa renda. Serão 1.042 sistemas de abastecimento instalados em cidades de Alagoas, BahiaCearáMinas Gerais,ParaíbaPernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, de acordo com o ministério.

O anúncio foi feito pela presidente e pelos ministros da Integração Nacional, Fernando Bezerra, e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, durante cerimônia no Palácio do Planalto.


Segundo o ministro, a região Nordeste atravessa atualmente a pior estiagem dos últimos cem anos. Com o anúncio, o governo pretende "agilizar o programa de execução dos sistemas de abastecimento de água simplificado, que vai atender comunidades rurais do interior".

Dilma disse que o governo quer "garantia de água permanente e sustentável" para a região Nordeste. "Não é necessário combater a seca, é necessário conviver. Conviver com ela significara domá-la, na verdade é conseguir gerenciá-la, conseguir fazer com que a população não tenha consequências danosas que a seca produz", afirmou.

A presidente Dilma, de acordo com Bezerra, pediu agilidade na execução do programa Água para Todos. 

"Vossa excelência tem recomendado agilidade, pressa, celeridade para que elas possam chegar àqueles que estão sofrendo aos efeitos dessa seca", disse Bezerra durante discurso.

Veja abaixo a relação de municípios que vão receber verbas para sistemas de abastecimento:

Bahia
Banzaê, Caldeirão Grande, Candeal, Candiba, Capela do Alto Alegre, Caturama, Contendas do Sincorá, Cravolândia, Dom Basílio, Érico Cardoso, Feira da Mata, Ibiquera, Ichú, Itaguaçú da Bahia, Itiruçú, Jandaira, Jussiape, Lajedinho, Lajeado do Tabocal, Macajuba, Macururé, Maetinga, Matina, Mulungu do Morro, Muquém do São Francisco, Nordestina, Nova Fátima, Nova Itarana, Ouricangas, Pedrão, Pintadas, Quixabeira, Retirolândia, Ribeirão do Largo, Rio do Pires e Rodelas, Santa Inês, Santa Terezinha, Santanópolis, São José do Jacuípe, Saúde, Serrolândia, Tanquinho, Várzea do Poço e Wagner.

Veja os demais estados no site do G1. 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Cães abandonados são problema em Feira de Santana

Do ATarde
Por Luiz Tito e Redação - Sucursal de Feira de Santana
                                                                                                                                          


O dito popular diz que o cachorro é o melhor amigo do homem, mas nem sempre a recíproca é verdadeira. Isso é constatado nas ruas de Feira de Santana (a 109 km de Salvador), onde é comum encontrar cães acasalando, perambulando sem destino, aventurando suas vidas entre carros e motocicletas, na tentativa de atravessar ruas e avenidas.

Muitas vezes, são vistos a buscar comida no lixo, em bares e restaurantes, de onde constantemente são  expulsos a chutes, com banho de água fria ou quente, ou simplesmente com um grito de "passa fora". O motivo da peregrinação? Muitos foram abandonados pelos donos.

Na segunda maior cidade da Bahia, com 600 mil habitantes, dados da Associação de Proteção a Animais (Apa) mostram que, em dez anos, mais de 1.500 cães foram recolhidos após serem abandonadas em diversos pontos das ruas da cidade. Uma média de 150 por ano. Esses números preocupam protetores de animais.

Números atuais - Conforme Ricardo Jones de Lima, presidente da Apa, atualmente há mais de 5 mil cachorros largados nas ruas do município feirense, a maioria nos bairros periféricos.

Os motivos para o abandono são diversos, desde doenças adquiridas pelos animais, o alto preço das rações e consultas veterinárias - variam entre R$ 70 e R$ 100 -, até a mudança de casa, dos donos, para apartamentos ou condomínios fechados.

"Há casos em que os responsáveis por esses animais simplesmente os deixam nas ruas, para que se virem na alimentação. Um verdadeiro crime", disse Lima.

Com estrutura deficitária, Ricardo Jones de Lima vem tentando dar sobrevida a esses animais, que muitas  vezes são resgatados nas ruas quase mortos. São recolhidos tendo levado pauladas na cabeça, com pernas quebradas, muito magros, famintos, sem pelos e cheios de carrapatos.

"Só de lembrar o quadro clínico da maioria me revolta. Um dos exemplos é o vira-lata batizado como Branquinho, que chegou aqui há mais de um ano esquelético e sem uma pata, que perdeu em um atropelamento e, hoje, forte e arisco, adaptou-se à nova vida", contou.

Segundo o presidente, as despesas mensais com alimentação, vacina, outros cuidados e funcionários chegam a R$ 10 mil. "Contamos com a ajuda de amigos e empresários que fazem doações de ração e dinheiro. Alguns veterinários dão descontos nas consultas. Além disso, fazemos sempre eventos para arrecadar verba", informou.

"Hoje temos em nossas bases - uma no centro e outra no bairro do Papagaio - cerca de 250 cães de raça a vira-latas. Todos vacinados, castrados, sadios e dóceis, à espera de um novo lar", disse Lima.


domingo, 1 de setembro de 2013

Sete espécies de peixes estão em extinção na Bahia

Do ATarde
Por Claudio Bandeira

                                                                                                                              

Sete espécies de peixes comuns no litoral baiano correm o risco de extinção devido ao excesso de pesca, induzida pelo alto consumo. A constatação é de uma pesquisa realizada no Parque do Recife de Fora, em Porto Seguro (BA), pela Universidade Federal de Santa Catarina, que integra a rede de pesquisas do Projeto Coral Vivo. A região foi escolhida por ser uma das mais ricas da costa brasileira em biodiversidade marinha.

O peixe Mero é uma das espécies ameaçadas

A pesquisa foi publicada recentemente na revista Fisheries Management and Ecology, um dos mais respeitados periódicos científicos especializado em gerenciamento de pesca e ecologia.

O levantamento de dados foi desenvolvido pelos biólogos Mariana Bender, Sergio Floeter e Natalia Hanazaki da UFSC, e envolveu entrevistas com quatro gerações de pescadores locais que atuam nas imediações do parque.

Entre as espécies ameaçadas estão o badejo quadrado (Mycteroperca bonaci) e o cherne (Hyporthodus nigritus) que foi incluido na lista vermelha global da  International Union for Conservation of Nature (IUCN).

"Além desses, detectamos que estão em declínio capturas de mero-gato  (Epinephelus adscensionis), garoupa (Epinephelus morio), cioba (Lutjanus analis), dentão (Lutjanus jocu) e guaiúba (Ocyurus chrysurus)", enumera Mariana Bender>

Ela acrescenta que as espécies vivem em áreas de recife e que as denominações são nomes populares atribuídos aos peixes na região, mas que podem variar ao longo da costa brasileira.

Foram entrevistados 53 pescadores de forma a ajustar os referenciais ambientais relativos ao impacto provocado pela ação humana no ecossistema  marinho.

Uma das perguntas do estudo se referia ao maior peixe já capturado por cada um deles e quando  isso ocorreu.

"Os com idades superiores a 50 anos tinham pescado animais de maior porte se comparados às gerações mais jovens", explica a bióloga.

O badejo quadrado (Mycteroperca bonaci), por exemplo, há quarenta anos era pescado com 49 quilos e, atualmente, com 17 quilos.

Pesca predatória 

A pesquisa da UFSC constatou que 36% dos pescadores consideraram que a atividade contribuiu para o declínio dos recursos pesqueiros. "Eles lembraram da época em que pescavam nos recifes do atual parque marinho - que agora é uma área de proteção integral -  e retornavam com as canoas cheias de peixes", afirma a bióloga.

Se de um lado os pescadores mais velhos reconhecem o declínio de espécies de peixe e de que a pescaria na região mudou consideravelmente nas últimas décadas, os mais jovens desconhecem que os animais - hoje raros - já foram abundantes.

Ainda segundo a bióloga, "as diferenças na percepção das quatro gerações de pescadores em relação ao meio ambiente e à conservação de recursos pesqueiros é um fenômeno conhecido como "referenciais dinâmicos" (em inglês, shifting baseline syndrome). "Os badejos e garoupas, particularmente, são muito apreciados na culinária pela sua carne. Por isso, é necessário promover o consumo consciente para que os estoques dessas espécies possam se recuperar", diz  Bender.

O estudo contou com o patrocinado pelo programa Petrobras Ambiental, e pelo Arraial d'Ajuda Eco Parque.

Aquicultura

O assessor de projetos institucionais da Bahia Pesca, Eduardo Rodrigues, reconhece que as sete espécies pesquisadas estão de fato ameaçadas de extinção, sendo que o mero, o badejo e a garoupa pertencem a mesma família.

Ele explica que a redução de tamanho dos peixes ao longo dos anos se deve ao fato do esforço de pesca impedir o ciclo biológico natural de crescimento do animal. E defende que a aquicultura é a forma mais apropriada para recuperação dessas espécies em via de extinção. A técnica implica na criação desses peixes em tanques.

"Estamos trabalhando com o mero, uma das espécies ameaçadas, mas é um atividade que requer tempo".

Ele informa ainda que as espécies apresentam período de defeso regulamentado por lei e que proíbe a pesca. 

Pesquisas vêm relatando que retirar dos oceanos mais do que eles podem repor resulta em  desequilíbrio ecológico e danos à economia de subsistência.

"Alguns pescadores com menos de 31 anos não reconheceram espécies de peixes como o mero-gato e o cherne quando apresentados às fotos na entrevista", relata Mariana Bender.

Estudo identifica regiões de captura irresponsável

A pesca predatória ocorre em  escala global e está diretamente ligado ao consumo pela população humana, destaca a bióloga Mariana Bender. Ela cita como exemplos os grandes atuns, tubarões, marlins, e também, as espécies de peixes que utilizam os recifes como habitat.

Devido ao alto consumo, na década de 90 os  estoques de bacalhau começaram a dar sinais de declínio no mar do Norte. Cerca de 40 mil trabalhadores perderam os postos de trabalho e até hoje muitos não conseguira retornar ao mercado de trabalho. 

Pesquisa da Universidade de Colúmbia Britânica, no Canadá, enumerou os locais do planeta onde os “arrastões” da  indústria pesqueira põe em risco o  ecossistemas marinhos.

O estudo identificou  a costa nordeste do Canadá, a costa mexicana no Oceano Pacífico, a costa peruana, o Pacífico Sul (destacadamente a região ao redor da Nova Zelândia), a costa sudeste da África e a região antártica.

Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores reuniram dados  econômicos a exemplo das taxas de crescimento da produção de pescado de forma a elaborar um índice que permitisse comparar a ameaça para os ecossistemas em cada país.

Pelo menos 12% das espécies de garoupas e badejos estão em risco de extinção, segundo relatório de especialistas da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), organização  que elabora as  “listas vermelhas” de espécies ameaçadas.

Expedição Floriano (Documentário para TV - versão completa) - 2007

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Alerta vermelho: Em 20 de agosto, humanidade excedeu orçamento da Terra para 2013

Do WWF

                                                                                                                       
Nesta terça-feira (20) o planeta acendeu um alerta vermelho. Nesse dia, a humanidade esgotou o orçamento da natureza para o ano e  começamos a operar no vermelho. Os dados são da Global Footprint Network – GFN (Rede Global da Pegada Ecológica), instituição internacional parceira da rede WWF, que gera conhecimento sobre sustentabilidade e tem escritórios na Califórnia (EUA), Europa e Japão. 


O Overshoot Day (Dia da Sobrecarga da Terra) é a data aproximada em que a demanda anual da humanidade sobre a natureza ultrapassa a capacidade de renovação possível. Para chegar a essa data, a GFN faz o rastreamento do que a humanidade demanda em termos de recursos naturais (tal como alimentos, matérias primas e absorção de gás carbônico) - ou seja, a Pegada Ecológica - e compara com a capacidade de reposição desses recursos pela natureza e de absorção de resíduos. 

Os dados demonstram que, em menos de oito meses, utilizamos tudo o que a natureza consegue regenerar durante um ano. O restante ficou descoberto em nossa conta. À medida que aumenta nosso consumo, cresce o débito ecológico, traduzido na redução de florestas, perda da biodiversidade, colapso dos recursos pesqueiros, escassez de alimentos, diminuição da produtividade do solo e acúmulo de gás carbônico na atmosfera. Tudo isso não apenas sobrecarrega a capacidade de recuperação e manutenção do meio ambiente, como também debilita nossa própria economia. 

As mudanças climáticas -- decorrentes da emissão de gases de efeito estufa em ritmo mais rápido do que sua absorção pelas florestas e oceanos – são o maior impacto desse consumo excessivo. 

"O enfrentamento de tais restrições impacta diretamente as pessoas. As populações de baixa renda têm dificuldade em competir por recursos com o restante do mundo," afirma Mathis Wackernagel, presidente da Global Footprint Network e co-criador da Pegada Ecológica, uma medida para contabilizar o uso de recursos naturais. 

Preparar para o futuro

A contabilidade da Pegada Nacional de 2012 feita pela GFN demonstra que, no ritmo em que a humanidade utiliza os recursos e serviços ecológicos hoje, precisaríamos de um planeta e meio (1,5) para renová-los. Se continuarmos nesse ritmo, vamos precisar de dois planetas antes de chegar à metade do século. 

A Pegada Ecológica total da China é a maior do mundo, principalmente devido a sua grande população. A Pegada por pessoa da China é muito menor do que aquela dos países da Europa ou da América do Norte; nos últimos sete anos, entretanto, a China ultrapassou os recursos disponíveis por pessoa no mundo todo. 

Hoje, mais de 80% da população mundial vive em países que utilizam mais do que seus próprios ecossistemas conseguem renovar. Esses países “devedores ecológicos” esgotam seus próprios recursos ecológicos ou os obtêm de outros lugares.

Nem todos os países demandam mais do que seus ecossistemas são capazes de prover. Mas até mesmo as reservas de tais “credores ecológicos”, como o Brasil, diminuem com o tempo. Não podemos mais manter essa discrepância orçamentária que se alarga entre o que a natureza é capaz de prover e as demandas de nossa infraestrutura, economia e estilo de vida. 

"A América Latina e, mais especificamente, a América do Sul está numa posição única no contexto mundial, já que suas reservas ecológicas ainda superam sua Pegada Ecológica na maior parte dessa região”, afirma Juan Carlos Morales, Diretor Regional para a América Latina da Global Footprint Network. "No entanto, esse padrão está mudando e agora, mais do que nunca, os países da América do Sul precisam realmente compreender a produção e o consumo e seus recursos naturais para continuarem competitivos na nova economia,” concluiu Morales. 

Hoje somos 7,2 bilhões de pessoas e, se a população ainda está crescendo, as tecnologias da informação e de transporte permitem multiplicar a economia mundial num ritmo ainda mais acelerado. Apesar disso, em muitos casos, as restrições legais e os cuidados ambientais são vistos como obstáculos ao crescimento econômico, ainda traduzido diretamente em desenvolvimento social e progresso.
Por isso, para a Global Footprint Network e Rede WWF, em lugar de dilapidar os recursos, é mais sábio tratá-los como uma fonte contínua de riqueza a ser usada de forma sustentável e estratégica, garantindo um futuro seguro para toda a humanidade. 

“Para assegurar um futuro limpo e saudável para nossos filhos, é preciso preservar o capital natural que nos resta e cuidar melhor do planeta que chamamos de lar”, afirma Jim Leape, Diretor Geral da Rede WWF.

Redução da Pegada Ecológica

Com o objetivo de ampliar o debate sobre o consumo e equilíbrio ambiental, o WWF-Brasil iniciou em 2010 um trabalho pioneiro no Brasil, em parceria com a GFN, prefeitura de Campo Grande (MS) e parceiros locais. Realizou o cálculo da Pegada Ecológica da capital sul-mato-grossense, primeira cidade brasileira a fazer esse cálculo. Em 2011, realizou o cálculo para o estado e para a capital São Paulo. 

De acordo com a Secretária Geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito, cidadãos e governos têm papel fundamental na redução dos impactos do consumo sobre os recursos naturais do planeta. “Políticas públicas voltadas para esse fim, como a oferta de um transporte público de qualidade e menos poluente, construção de ciclovias, e o estímulo ao consumo responsável, por exemplo, são essenciais para reduzir a Pegada Ecológica. E este é um papel dos governos”, ressalta. 

Já os cidadãos, na opinião de Maria Cecília, devem cobrar dos governos e dos políticos a criação e aplicação de politicas deste tipo. “Mas enquanto elas não existem, nós podemos fazer nossas escolhas lembrando que nosso planeta é finito, como é a nossa conta no banco”, salienta. 

Em Campo Grande, as ações de mitigação para ajudar a reduzir a Pegada Ecológica estão em curso e o estudo de São Paulo, lançado em 2012, durante a Rio+20, ainda carece de uma ação concreta dos poderes estadual e municipal. “O cálculo traz informações importantes que ajudam no planejamento da gestão ambiental das cidades com o direcionamento das políticas públicas de forma a reduzir esses impactos” afirma o superintendente de Conservação do WWF-Brasil, Michael Becker, responsável pela condução dos estudos, pelo WWF-Brasil. 

Além do trabalho com a Pegada Ecológica, a rede WWF também é parceira da GFN na edição do Relatório Planeta Vivo, que é publicado a cada dois anos. A próxima edição ficará pronta em setembro de 2014.

Com informações da GFN