Por Carolina Gonçalves
Brasília – Nos últimos 10 meses, mais de 31,6 mil
toneladas de embalagens de agrotóxicos foram recolhidas e tratadas
adequadamente. O volume divulgado hoje (13), pelo Instituto Nacional de
Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), representa crescimento de 6% no
recolhimento do produto em todo o Brasil.
O aumento reflete o incremento da atividade
agrícola nas regiões Centro-Oeste e Sul. A expansão da produção em estados como
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais e nas novas fronteiras
agrícolas, como o oeste da Bahia, Maranhão e Piauí exige dos agricultores mais
tecnologia e o uso frequente de agrotóxicos e defensivos agrícolas.
O presidente do Inpev, João Cesar Rando, garante
que a intensificação da atividade no campo tem sido acompanhada pelo
recolhimento e destinação das embalagens. Segundo ele, o procedimento criado há
10 anos, conhecido como Sistema Campo Limpo, atingiu maturidade e cobertura de
quase todo o território nacional.
“Naturalmente há resposta ao aumento na utilização
das embalagens. Os índices do Brasil de recolhimento chegam a 80% das
embalagens colocadas no mercado”, disse. O Brasil é apontado como líder neste
tipo de cadeia de reciclagem, seguido por países como Alemanha e Canadá que
conseguem recolher e reciclar cerca de 75% das embalagens.
A cobertura apontada por Rando inclui embalagens
primárias, as que têm contato direto com o produto químico, e as embalagens
secundárias, como caixas de papelão onde são acondicionadas as embalagens
primárias, garrafas e potes de produtos.
Rando explica que para atingir 100% de
recolhimento, o país precisa investir em campanhas, logística e fiscalização.
“Existem locais afastados, onde não há agricultura intensa e falta um pouco de
informação para o agricultor, falta ter uma cadeia melhor organizada nestas
regiões. O sistema depende da atuação de todos os elos da cadeia”, afirmou,
defendendo ações que incluiriam investimentos em infraestrutura para facilitar
o transporte.
Edição Beto Coura
Esse texto está sob Creative Commons 3.0.
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