Brasília - O Brasil está no topo do ranking dos
países com maior biodiversidade do mundo. Riqueza que atrai grande número de
turistas que preferem passar a virada de ano em contato com a natureza e longe
da badalação. Esse movimento já é visto por quem trabalha com ecoturismo como
oportunidade de se preparar para um desafio que se aproxima: receber
estrangeiros durante a Copa de 2014.
O Ministério do Turismo estima que a Copa trará ao
Brasil cerca de 600 mil estrangeiros, que farão em média três viagens.
Acredita-se que o ecoturismo estará entre os atrativos mais procurados durante
o evento esportivo. Pensando nisso, o Ministério está desenvolvendo o Projeto Parques
da Copa, em parceria com a Embratur, o ICMBio e o Ministério do Meio Ambiente. O objetivo é
garantir estrutura adequada para receber os visitantes em 27 unidades de
conservação próximas às cidades sede. Além disso, foi elaborada uma lista com 88
produtos e destinos turísticos, dos quais 72 estão distantes até 300
km de um dos 12 palcos do Mundial.
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O Ministério do Turismo
aposta que o ecoturismo estará entre os atrativos mais procurados durante a
Copa de 2014. (Marcelo Saviski / Creative Commons)
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Virada
Entre os turistas que buscam tranquilidade na
viagem de reveillón está a estudante de comunicação carioca Larissa Armstrong,
de 20 anos, que irá passar o ano novo com um grupo de amigos na Praia do Sono,
em Paraty, um dos pontos que constam na lista do Ministério. "Estive lá há
3 anos. É uma praia linda, bem extensa e isolada. Não chega carro. O acesso é
por trilha ou barco. Por isso, conserva uma natureza exuberante", conta
Larissa.
No sul da Bahia, os destinos escolhidos pelo Ministério
são Prado e Caravelas, embora estejam a 795 km da capital do estado, Salvador,
cidade sede da Copa de 2014. O distrito de Cumuruxatiba, em Prado, será também
o local em que a estudante de engenharia ambiental Mayra de Rodesky passará o
Reveillon. "Recebi o convite de uma amiga. A família dela tem uma casa lá.
Não conheço o lugar, mas me animei de imediato e sugeri fazermos um
mergulho", contou.
Perfil
Mayra e Larissa estão dentro do perfil do público
de maior incidência no ecoturismo, segundo a cartilha do
Ministério do Turismo: são pessoas entre 25 e 50 anos, com
escolaridade de nível superior e poder aquisitivo médio ou alto. Geralmente,
viajam sozinhos ou em pequenos grupos e procedem dos grandes centros urbanos. A
cartilha ressalta ainda que o ecoturista importa-se mais com a singularidade da
experiência e com o estado de conservação do ambiente do que com o custo da
viagem.
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Mergulho no arquipélago de Abrolhos está entre as
atrações do sul da Bahia. (ernie_greatoutdoors / Creative Commons)
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Apesar da menor preocupação com os custos, o
ecoturismo não está entre as viagens mais caras, segundo a Secretaria de Estado
de Turismo de Minas Gerais. Uma pesquisa de
demanda realizada no ano passado apontou que o gasto médio diário no
ecoturismo é de R$90,28, abaixo do turismo cultural, do turismo de negócios e
do turismo voltado para o bem-estar.
A pesquisa entrevistou 9.418 turistas de diferentes
estados e trouxe diversos dados que evidenciam o espaço ocupado pelo ecoturismo
atualmente. Quando peguntados sobre o principal atrativo turístico analisado na
hora de escolher um destino, 38% dos entrevistados responderam o lazer, 33,3% o
ecoturismo, 7,7% eventos e 6,8% a diversão noturna. Quando questionados sobre
qual a próxima viagem pretendem fazer, 43,3% disseram buscar sol e praia, 16,2%
turismo cultural e 8,2% ecoturismo.
Esse texto está sob Creative Commons 3.0.


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