Por Carlos Garcia - Ibama/BA
Salvador (07/05/2013) - Cerca de 1.300 aves serão soltas nesta quarta-feira (08) pela equipe do Centro de
Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama na Bahia, em uma área
localizada no bioma Caatinga, distante cerca de 300 quilômetros
de Salvador. Entre elas, espécies como sofrê, pássaro-preto, papa-capim,
brejal, asa-branca, tico-tico, pintassilgo-do-nordeste (ameaçado de extinção),
entre outras. Foram incluídos ainda neste lote 100 jabutis, que também
ganharão liberdade na região.
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| Foto de Ricardo Maia - Ascom/Ibama |
Os animais, que foram levados na segunda-feira (06) pela manhã
para o local da soltura, serão libertados em duas áreas de caatinga preservada
no interior da Bahia. Assim que chegaram ao local, as aves foram colocadas em
um viveiro grande, que é importante para descanso e aclimatação. Na quarta pela
manhã, será realizada a soltura. Durante todo o trabalho, elas serão
monitoradas pelos analistas e técnicos do Cetas.
Além disso, serão realizados trabalhos de educação ambiental nas
comunidades do entorno das áreas de soltura. Segundo o analista ambiental
Josiano Torezani, esse
trabalho é fundamental para o sucesso e a reinserção
desses animais na natureza, pois, com a comunidade conscientizada, teremos mais
cidadãos responsáveis, admiradores e protetores da
natureza.
Josiano informou que as aves são provenientes de ações de
fiscalização de vários órgãos, como Ibama, Polícia Rodoviária Federal,
Ministério Público Estadual, Companhia de Polícia de Proteção Ambiental daPolícia Militar (COPPA) e outros. Assim que chegaram ao Cetas, as aves foram identificadas,
receberam tratamento médico-veterinário e foram soltas em um recinto para que
pudessem diminuir a carga de estresse e melhorar o condicionamento físico,
disse ele.
Muitas delas chegaram em péssimo estado de saúde devido às
condições a que foram submetidas, tanto no transporte por parte dos traficantes
de animais silvestres quanto pelo cidadão que mantinha a posse ilegal de
algumas aves engaioladas. Por esse motivo, das mais de 1.300 aves que chegaram
ao Cetas, em torno de 50 foram a óbito, acrescenta.
Se elas tivessem continuado na rede do tráfico, até o consumidor
final, 90% (mais de 1.000) morreriam uma vez que os traficantes não se
preocupam com o bem-estar do animal mas apenas com o lucro a qualquer preço. É
importante frisar que o tráfico só existe porque há quem compre,
completa o analista.

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