Por Mário Bittencourt - De Vitória da Conquista
Equipes do Instituto Baleia Jubarte (IBJ) e da ONGPat Ecosmar encontraram morta, na manhã desta quinta-feira, uma baleia
jubarte fêmea com 11 metros de comprimento e peso estimado de 25 a 30
toneladas. O animal foi achado na praia do Espelho, em Porto Seguro, litoral
sul da Bahia.
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Animais em junho: cientistas fazem raro registro de maior peixe ósseo - Foto do Acervo Terra
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As equipes se deslocaram para o local com o
objetivo de averiguar a situação do animal e investigar as causas da morte. De
acordo com a organização não governamental, a baleia já chegou morta à
praia.
O IBJ informou que a informação de que a baleia
estava na praia chegou na quarta-feira, mas as equipes chegaram hoje ao local.
“Provavelmente, ela pode estar lá desde terça”, informou Lucian, segundo o qual
as equipes irão investigar se o animal teve alguma fratura pelo corpo.
Este é o segundo caso de baleia jubarte encontrada
morta este ano – o primeiro ocorreu em 9 de junho num local de difícil acesso
(com acesso somente por barco), na praia de Barra Velha, em nova Viçosa, também
no litoral sul baiano.
Foi uma baleia macho, com idade entre 60 e 70 anos,
13 metros de comprimento e peso estimado de 40 toneladas. Na época, o IBJ
confirmou as suspeitas de que o animal foi morto por atropelo de embarcação,
pois “estava com uma fratura muito grande no crânio”.
O mês de julho marca, todo ano, o início da
temporada de migração das baleias jubarte, que saem da Antártida (de águas
geladas) para o litoral brasileiro (de águas quentes) para acasalar e ter seus
filhotes. A temporada vai até novembro. Empresas de turismo aproveitam a época
para realizar passeios para observar os animais.
De acordo com o IBJ, para esta temporada são
esperadas 14 mil baleias – a maioria delas (95%) fica no Parque Marinho de
Abrolhos, litoral sul baiano. Censo de 2011 do IBJ, realizado entre o litoral
de Sergipe e Rio de Janeiro, constatou 11.418 baleias. Pesquisa de 2008 havia
registrado 9.330 indivíduos.
Com a temporada, o IBJ tem realizado também
campanhas de orientação à população sobre como proceder em caso de encalhes,
que de 2002 a 2005, chegaram a 22 casos por ano no Brasil. Já entre 2006 e 2009
o número foi pra 37 animais e em 2010 foi a 96 – maior registro dos últimos
anos. Em 2011 houve redução para 39 encalhes e ano passado voltou a subir, com
44 casos.
“A orientação é que em caso de encalhes (a
população) entre em contato com o programa de resgate e não toque no animal. É
comum, principalmente em locais de fácil acesso e no caso de animal ainda em
vida, a população se reunir para tentar salvá-lo. É essencial, entretanto, que
o trabalho seja feito por especialistas preparados para devolver o animal à
água, no caso de bicho vivo em boas condições, ou para avaliar e possibilitar a
retirada da carcaça quando a baleia ou outro animal chega à areia já
decomposto”, comunica o IBJ.
Os telefones do programa de resgate (ligações a
cobrar são aceitas) são:
Praia do Forte (Salvador): 71-3676-1463 e 71-8154-2131;
Caravelas (BA): 73-3297-1340 e 73-8802-1874.
O IBJ frisa que conta com uma rede de parceiros que o auxilia no trabalho de resgate em várias partes do Brasil.
Praia do Forte (Salvador): 71-3676-1463 e 71-8154-2131;
Caravelas (BA): 73-3297-1340 e 73-8802-1874.
O IBJ frisa que conta com uma rede de parceiros que o auxilia no trabalho de resgate em várias partes do Brasil.
Especial para Terra

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