segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Fogo atinge Parque da Chapada Diamantina

Da Agência Brasil - 11/01/2014
Por Danyele Soares

                                                                                                                          

Desde segunda-feira (07/01), um incêndio de grande proporções atinge o parque localizado na Bahia. Mais de mil hectares já foram queimados, e cerca de 40 brigadistas já estão mobilizados no local. O fogo atinge a região do Vale do Capão, em Serra de Sobradinho, Cachoeira da Fumaça e Morrão. 



Focos de incêndio estão controlados na Chapada Diamantina (Danielle Pereira / Creative Commons)


                                                                                                                             

Ibama entra no combate ao incêndio na Chapada da Diamantina - 12.01.2013

Por Mariana Tokarnia 

Brasília - O Centro de Prevenção e Combate aIncêndios Florestais (Prevfogo) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) começa a atuar hoje (12) no combate ao incêndio no Parque Nacional Chapada Diamantina, na Bahia. O fogo teve início na região nesta segunda-feira (7) e já atinge uma área de mil hectares. A causa é uma das secas mais severas já registradas no local.

A Chapada Diamantina, que recebe turistas de toda parte do mundo, sofre com a seca (Flickr/por deltafrut/Creative Commons)

Além de equipe de técnicos do Prevfogo, o Ibama disponibilizou um helicóptero que ajudará no acesso às áreas atingidas. A situação, segundo o chefe substituto do Parque Nacional Chapada Diamantina, Cezar Gonçalves, responsável pela administração do parque neste sábado (12), é preocupante. Cerca de 60 brigadistas atuam, com revezamento de equipe, 24 horas por dia, desde o início do fogo. Segundo Gonçalves, o fogo está próximo à serra, em local de difícil acesso. A equipe utiliza helicópteros para acessar e desembarcar. O combate tem sido feito por terra.

"As chuvas têm sido abaixo da média desde agosto de 2011, portanto, já estamos há mais de um ano com problemas graves de incêndios. O maior foi de uma área de 9 mil hectares na região de Mucugê, próxima ao parque", disse Gonçalves. Segundo ele, o tempo agora está nublado, mas que não deve chover. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), não há previsão de chuvas no local até a próxima semana.

Atuam no parque, além do Ibama, o Corpo de Bombeiros da Bahia, o Instituto Chico Mendes (ICMBio), a Cema - Consultoria Especializada na Área Ambiental e o Instituto do Meio Ambiente e RecursosHídricos (Inema) do estado da Bahia. Outras brigadas voluntárias também estão no local, como a brigada do Vale do Capão, região próxima também atingida pelo fogo.

O Parque Nacional Chapada Diamantina recebe cerca de 16 mil visitantes por ano. Apesar do incêndio, as visitas ainda estão permitidas. A trilha percorrida pelos turistas estaria distante da área atingida. No entanto, a administração do parque recomenda cuidados. Os turistas devem procurar associações ou guias autorizados nas cidades próximas e não devem entrar desacompanhados ou se afastar da trilha determinada.

Edição: Fernando Fraga


                                                                                                                         

Incêndio na Chapada Diamantina é controlado - 14.01.2013


Brasília - O incêndio no Parque Nacional Chapada Diamantina, na Bahia, está controlado. O fogo que começou há uma semana destruiu uma área de vegetação com cerca de 1.000 hectares.

De acordo com o administrador do parque, Cezar Gonçalves, ainda existem pequenos focos de incêndio que estão sendo monitorados pelas equipes que permanecem no local. "Ainda há pequenos pontos que podem reascender e a observação pode durar de dois a três dias", disse.

A causa do incêndio está sendo investigada pela Companhia de Polícia Ambiental. As hipóteses de combustão espontânea por causa da seca severa que atinge a região, a pior dos últimos anos, e de fogo provocado por ação humana estão sendo analisadas.

Apesar do incêndio, as visitas continuam liberadas, pois o fogo não atingiu a trilha que normalmente é percorrida pelos turistas. Eles devem procurar associações ou guias autorizados nas cidades próximas e não devem entrar no parque desacompanhados ou se afastar da trilha determinada.

Edição: Aécio Amado


Esse texto está sob Creative Commons 3.0.

IBAMA emite R$ 630 milhões em multas por crimes contra animais silvestres em 5 anos, mas só recebe 2% disso


Da Agência Pública - 14.01.2012
Por William Finn Bennett

                                                                                                                          


O dia amanhece na cidade nordestina de Feira de Santana, Bahia, e o mercado de rua traz cores brilhantes e a cacofonia do canto dos pássaros. Ao longo da estrada poeirenta, nos barracos de compensado, centenas de pássaros silvestres, muitos considerados raros e de espécies ameaçadas, estão em exibição, aprisionados e prontos para a venda. Os vendedores se gabam das suas últimas capturas enquanto negociam os preços com os clientes.


Alguns meses antes, nessa mesma feira, a polícia local havia apreendido mais de 200 pássaros silvestres e prendido dois homens. Agora, o mercado está de novo a pleno vapor.

A cultura de impunidade no país em relação a esses crimes joga no mercado milhões de animais por ano, enquanto os criminosos lucram centenas de milhões de dólares, segundo os cálculos de funcionários de organizações governamentais e não-governamentais.

Arquivos do governo obtidos pela recém-aprovada Lei de Acesso à Informação mostram que entre 2005 e 2010 o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos NaturaisRenováveis – IBAMA – emitiu cerca de R$ 630 milhões em multas para crimes contra a fauna.

O que significaria muito– se os infratores pagassem o que devem. Durante o mesmo período, o IBAMA recebeu o equivalente a menos de 2% do total em multas.

Essa realidade provoca comentários como o do promotor federal Renato de Freitas Souza Machado, alocado no Rio de Janeiro, um ponto forte do comércio ilegal de espécies raras e protegidas: “Os traficantes sabem que nada vai acontecer com eles”.

As multas não-pagas – que um porta-voz do Ibama diz que serão cobradas – não são o único problema. Uma combinação de sentenças leves e apelações que parecem não ter fim resultam em poucas prisões para traficantes, mesmo para os grandes. Poucas horas após serem presos, eles estão de volta às ruas e, em muitos casos, de volta aos negócios.

A leniência serve de incentivo para os traficantes manipularem seus comércios ilegais, criando um clima de impunidade, segundo vários funcionários do governo.


Bico-de-pimenta, ave do cerrado brasileiro

Menos proteção para os animais selvagens do que para uma bolsa roubada


“Realmente, chama atenção alguém trabalhar como traficante há 20 anos e nunca ter ido para a cadeia,” diz Machado, o promotor federal. “Os animais têm menos proteção do que um telefone celular ou uma bolsa roubada.”

Até 1998, o tráfico de animais no Brasil era crime punível por uma sentença de dois a cinco anos. Naquele ano, o Congresso brasileiro aprovou uma lei ambiental que reduziu a pena para seis meses a um ano.

Mas uma brecha na lei federal permite que mesmo essas sentenças mais leves nunca sejam aplicadas, já que infratores que recebem a pena mínima conseguem cumpri-la fora das celas.

Esse vale-tudo ambiental tem um efeito corrosivo, diz Roberto Cabral Borges, ex-coordenador de operações e inspeções do IBAMA, que é responsável por proteger espécies ameaçadas. Equivale a dizer aos traficantes que podem continuar com seus crimes, e à sociedade que infringir as leis não significa nada, o que desmoraliza os policiais.

“Por que se importar? A primeira coisa que precisa ser mudada é a lei”, ele acrescenta.

Muitos dos caçadores são pobres, camponeses sem escolaridade que tentam ganhar a vida nos rincões do país. Eles vendem os animais que capturam por valores irrisórios para sobreviver.

João Alves Mateus dos Santos já foi um desses. O trabalhador rural de 45 anos mora na pequena cidade de Canudos, no meio do árido sertão baiano, onde a vida é difícil e as pessoas, fortes.

Para ele a pobreza é a causa do envolvimento da população local com o tráfico: “Esse é o sertão. Se você não tem o que é preciso, não sobrevive”.

Mateus diz que no início dos anos 90, ele passou por grandes dificuldades para dar sustento a sua esposa e dois filhos. Desempregado, durante algum tempo ganhou dinheiro capturando e vendendo animais silvestres. Hoje, não precisa mais fazer isso.

“Ave Maria, foi um tempo difícil! Eu até pedi dinheiro,” lembra Mateus.



Leis para punir os grandes traficantes de animais


Mas são os grandes traficantes que fazem com que os policiais e fiscais clamem por uma lei que endureça as penas.

Um projeto de lei que tramita no Congresso poderia aumentar novamente as penas – para de dois a cinco anos – no caso de traficantes de larga escala. Mas o autor do projeto, o deputado federal Sarney Filho, diz que devido ao atual cenário em Brasília, não está otimista com o futuro do projeto.

O líder do Partido Verde explica que membros do Congresso, alinhados ao que ele descreveu como o “pensamento conservador” do agronegócio e dos interesses ligados à pecuária, são extremamente poderosos. Usando sua influência, os legisladores “ruralistas” têm pouca chance de deixar o projeto de lei passar na Câmara. “Qualquer coisa que envolva o meio ambiente eles colocam no mesmo saco”, ele diz, o que estaria causando uma mobilização para bloquear qualquer lei pró-ambiente.

Em agosto do ano passado, uma comissão no Senado continuava a debater outro projeto de lei que aumentaria a sentença por venda de animais silvestres para dois a cinco anos, e para dois a seis anos, em caso de exportação.

Semelhante ao tráfico de drogas, a natureza clandestina do tráfico de animais silvestres faz com que seja impossível obter números sólidos sobre a quantidade de animais roubados de seus habitats naturais a cada ano.

Mas a organização não-governamental RENCTAS, Rede Nacional de Combate ao Tráfico deAnimais Silvestres, estima que pelo menos 38 milhões de animais são capturados anualmente.

O tráfico de vida silvestre gera entre US$ 5 e US$ 20 bilhões anuais ao redor do mundo, fazendo com que essa seja a terceira atividade ilegal mais lucrativa depois do tráfico de drogas e armas, de acordo com um relatório do Congresso dos Estados Unidos de 2008.

A RENCTAS estimativa que o Brasil responde por 5% a 15% desse total.



Outro dia, outro flagrante


No início do ano passado, munida de mandados de busca, a polícia ambiental de São Paulo invadiu a casa e a loja de Almir Evaristo da Silva, perto de Barueri, região metropolitana da capital paulista. Mas o homem de 53 anos não demonstrou perturbação, enquanto assistia aos policiais encherem duas picapes com gaiolas contendo 47 pássaros silvestres não licenciados.

Os policiais afirmaram que 13 desses pássaros eram de espécies ameaçadas de extinção. A polícia também apreendeu notebooks que mostrariam a lista de clientes, com anotações de pagamentos que ele teria recebido pela venda dos pássaros.

Na delegacia, um policial disse a Silva que não tinha certeza se ele iria responder a acusações criminais, mas que ele teria que pagar uma multa de cerca de 100 mil dólares somente pela posse dos animais. Silva sorriu e em tom de brincadeira disse que voltaria andando para seu estado natal, a Bahia, já que não poderia pagar pelo ônibus.

Mesmo antes de a polícia terminar de completar a papelada, ele foi liberado sem ter que pagar fiança e foi para casa.


Esperança está em nova tendência jurídica


Promotores dizem que uma maneira de contornar as penas leves por tráfico – ou a ausência delas –  é processar os traficantes por outros crimes relacionados que tenham penas mais pesadas.

O promotor federal Machado cita um caso recente de grande repercussão que poderia servir de guia para essa mudança. A organização criminosa incluía pessoas da República Tcheca, Portugal, Alemanha, Suíça e do Brasil.

Diferentes membros da quadrilha trabalhavam em coordenação desde a captura ou da compra de animais dos grupos de caçadores, até o transporte e, finalmente, a venda dos animais no Brasil e em outros países. Funcionários públicos corruptos também estavam envolvidos no esquema, assim como criadores que falsificavam documentos atribuindo a origem dos animais capturados à criação em cativeiro.

Muitos dos estrangeiros que faziam parte da quadrilha conseguiram escapar, mas o homem tcheco – que os promotores dizem ser o líder – não teve tanta sorte. Em agosto de 2011, um juiz federal sentenciou Tomas Novotny a dez anos de prisão por receptação ilegal, contrabando e formação de quadrilha. Outro homem, um policial militar brasileiro, foi sentenciado a cinco anos e três meses de prisão. Muitos outros membros da quadrilha receberam penas mais leves.

Machado diz que a diferença, nesse caso, é que ele conseguiu atingir figuras-chave na organização com acusações como contrabando, formação de quadrilha, receptação e falsificação de documentos.

Foram essas outras acusações que levaram a sentenças bem mais longas do que aquelas destinadas ao crime de tráfico animal. E aí, segundo Machado, mora a esperança de um futuro no qual os traficantes de animais recebam o tipo de punição que poderia servir para a prevenção.



Crueldade com animais comercializados


Perguntado sobre o que chamou atenção nos crimes cometidos pela quadrilha, Machado diz que foi a crueldade com a qual os animais eram tratados.

“Existem ligações telefônicas em que A orienta B, que está viajando com um carregamento de pássaros em um ônibus, a, caso aviste um bloqueio da polícia na estrada, ir ao banheiro do ônibus, arrancar as asas das aves e atirá-las na descarga,” conta Machado.

O porta-voz de RENCTAS, Raulff Lima, reconhece que a falta de punição aos traficantes serve de incentivo para que se “continue a cometer crimes contra a fauna.”

Ele também defende que, além da responsabilização criminal, essas ações sejam mais divulgadas para reduzir seriamente tais crimes. “Isso é o que irá determinar o futuro das espécies”, diz Lima.



Esse texto está sob Creative Commons 3.0.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Ajudem!!!




Fotógrafo retrata seca em jornada de 2 mil km pela Bahia

Da BBC Brasil - 09.01.2013

                                                                                                                         





O drama da seca

A chuva registrada na Bahia no final de dezembro não foi suficiente para reverter os estragos da que é considerada a pior estiagem a atingir o semiárido no interior do Estado nas últimas quatro décadas.

De acordo com a Coordenadoria da Defesa Civil do Estado, 259 municípios baianos permanecem em situação de emergência devido à seca, que afeta nessas localidades quase 3 milhões de pessoas.

O prejuízo à economia ainda pode chegar a R$ 7,8 bilhões, segundo estimativa da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb).

A falta d'água está prejudicando as pequenas lavouras de subsistência e castigam os rebanhos bovinos, caprinos e ovinos.

O fotógrafo Flavio Forner esteve entre 2 e 19 de dezembro viajando pela região, percorrendo cerca de 2 mil quilômetros e visitando alguns municípios entre os mais afetados pela estiagem prolongada.

Suas fotos documentam o drama humano da seca e o seu impacto na economia e na paisagem da região.

Crianças

A viagem de Forner começou em Salvador. Da capital baiana, o fotógrafo seguiu até Valença, cidade procurada por muitos sertanejos em buscam uma oportunidade de renda com o turismo, e Camamu, outro polo de atração de moradores do interior à procura de trabalho e alimentos.

A seguir, na jornada do município de Mutuípe a Iaçu, passando por Amargosa, os sinais mais evidentes da seca começaram a aparecer, com o gado sendo tocado pelas estradas por pastores em busca das poucas áreas ainda disponíveis com vegetação.

Em Iaçu, Forner encontrou Constantino, de 92 anos, que conduzia por 12 km, à beira da rodovia, o gado de um vizinho. Em troca do trabalho, o vizinho lhe prometeu apenas um pouco de leite.

Na mesma região, o fotógrafo encontrou outro sertanejo, Raimundo, que tocava o gado do alto de seu cavalo. "O que cai do céu não enche nem um copo d'água", reclamou.

Em Amargosa, alguns pais optam por mandar seus filhos para a beira da estrada para pedir dinheiro aos motoristas que passam. As crianças correm risco constante de atropelamento e de assédio por parte dos caminhoneiros.

Turismo

A viagem prosseguiu pelas cidades de Itaberaba, Boa Vista do Tupim e Vera Cruz até Lençóis, na Chapada Diamantina, onde muitos agricultores ainda utilizam manejo com fogo sem os cuidados necessários e acabam perdendo o controle, com grande impacto no meio ambiente.

Em Boa Vista do Tupim, o agricultor Vander da Silva e seus filhos Rodrigo e Rafael tentam sobreviver com o pouco de água que restou em um poço.

"Eu costumo usar água do poço apenas para beber, não tem como irrigar a roça, agora o que restou é só para matar a sede", disse Silva.

A seguir, o fotógrafo seguiu para Andaraí. Em Igatu, um distrito da cidade, o turismo de aventura sofre com a falta d'água em suas cachoeiras. Na praça central, guias turísticos locais ficam a espera dos turistas, geralmente estrangeiros.

O guia Raimundo Cruz dos Santos disse que há muitos anos não vê uma situação como esta.

"Já vi este rio (Paraguaçu) cheio de margem a margem nesta época do ano. Este mês (dezembro de 2012) era para chover toda a semana. As cachoeiras estão completamente secas", contou. "Nunca vi fazer tanto calor aqui como neste ano de 2012."

Forner então seguiu por Mundo Novo e Baixa Grande até Ipirá, onde muitos agricultores, cansados da seca e sem perspectiva de futuro, estão colocando suas propriedades à venda, optando pela vida em cidades litorâneas.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Foto de tigre em 'explosão de água' vence concurso da 'National Geographic'


Da BBC Brasil

                                                                                                                           

             
 


Excelência fotográfica


Em seu tradicional concurso anual de fotografia, a revista NationalGeographic recebeu mais de 22 mil imagens de fotógrafos profissionais e amadores enviadas de mais de 150 diferentes países.

As fotografias foram classificadas em três categorias: pessoas, lugares e natureza.
Os juízes levaram em consideração a qualidade fotográfica e a criatividade empregadas pelos competidores. Entre eles estão o fotógrafo de história natural Christian Ziegler, e os fotógrafos documentaristas Gerd Ludwig e Debbie Fleming Caffery.

O vencedor arrebatou um prêmio de US$ 10 mil (cerca de R$ 20,4 mil) e uma viagem à sede da revista em Washington, nos Estados Unidos, para participar do Seminário Anual de Fotografia da National Geographic.

Municípios de três estados do nordeste receberão operação Canudos

Da Agência Brasil
Por Danyele Soares

                                                                                                                     



Os 400 estudantes começam a atuar a partir desta sexta-feira em 20 municípios dos estados de Pernambuco, Bahia e Piauí. Ao longo de 17 dias, os jovens capacitarão profissionais para atuar nas áreas de cultura, direitos humanos e justiça, comunicação e meio ambiente. O projeto é desenvolvido pelo Ministério da Defesa





Esse texto está sob Creative Commons 3.0.

Municípios do Nordeste vão receber ações do Projeto Rondon

Da Agência Brasil - 07.01.2013

                                                                                                                               



Projeto Rondon (Divulgação)

Brasília – Vinte municípios dos estados de Pernambuco, da Bahia e do Piauí serão beneficiados pelo Projeto Rondon, ação coordenada pelo Ministério da Defesa, por meio da Operação Canudos, que começa sexta-feira (11) e termina em 26 de janeiro. Durante 17 dias, 400 rondonistas – entre universitários e professores de outras regiões do país - vão levar ações de cidadania a alguns dos municípios mais carentes do país.

A cerimônia de abertura vai ocorrer na manhã de domingo (13) em Juazeiro (BA). Serão oito municípios da Bahia, nove do Piauí e três de Pernambuco. Em entrevista à Agência Brasil, o coronel José Paulo da Cunha Victorio, coordenador da operação, disse que duas equipes de estados diferentes serão formadas, cada uma composta por dez participantes, sendo oito estudantes e dois professores, para atuar em cada município.

“Quando a gente divide duas equipes, além de todo conhecimento que eles vão adquirir, há uma troca de informações, uma troca até de culturas entre as  universidades, isso faz com que haja  um crescimento muito grande dos estudantes”, disse o coordenador. Para ele, “quanto maior o número de cursos envolvidos melhor, é uma a experiência maior para desenvolver os trabalhos”.

Segundo o coordenador, durante a ação, as equipes vão realizar atividades de cultura, educação, saúde, meio ambiente, tecnologia, direitos humanos e justiça. “A gente procura ações para que, quando as equipes saírem de lá, alguma coisa fique na cidade”, explicou. De acordo com ele, as atividades serão dirigidas especialmente a professores, agentes de saúde e agentes da prefeitura. “Nosso foco principal é sempre pessoas que possam multiplicar o conhecimento levado ao município.”

A primeira ação do Projeto Rondon ocorreu no dia 11 de julho de 1967, em Rondônia, com dois professores e 30 alunos. Em 1989, foram encerradas as ações, e em janeiro de 2005, em Tabatinga (AM), o Rondon foi relançado. Em oito anos, o projeto já contabilizou a participação de 13.800 rondonistas, 884 municípios e cerca de 500 instituições de ensino superior. A prioridade é para os estados do Norte e Nordeste.

Edição: Davi Oliveira

Esse texto está sob Creative Commons 3.0.


sábado, 5 de janeiro de 2013

Faça você mesmo

Do Crie e Faça Você Mesmo

                                                                                                                       

Use pedras para exibir suas frases e citações favoritas.


Balneabilidade indica 6 praias impróprias em Salvador


Olha a merda!!! Bem acima das expectativas, poucas praias devem ser evitadas pelos banhistas esta semana.  O último levantamento realizado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema), aponta 6 praias impróprias para o banho na capital baiana.  

As 4 praias em Lauro de Freitas ainda podem ser desfrutadas pelo banhistas, sem preocupações.  o/

A poluição das águas do mar decorrente do esgoto que corre pelos canais pluviais, o arraste de lixo com as chuvas e a falta de educação da população são alguns dos fatores que contribuem para que as praias sejam classificadas como impróprias.

As praias que devem ser evitadas são:

  • Periperi (atrás da estação férrea);
  • Penha (em frente à Igreja N. S. da Penha);
  • Pedra Furada (atrás do Hospital Sagrada Família);
  • Boca do Rio (em frente ao Posto Salva Vidas);
  • Corsário (em frente ao Posto Salva Vidas);
  • Corsário (em frente ao Posto Salva Vidas Patamares).


A avaliação das praias faz parte do projeto Monitoramento Ambiental, do INEMA, que além de analisar a qualidade ambiental das águas e do ar, faz análise do comportamento das correntes oceanográficas e dos ventos. O boletim é feito semanalmente e está disponível no site do Sistema Estadual de Informações Ambientais e Recursos Hídricos (SEIA).

O diagnóstico das condições de balneabilidade é obtido mediante o recolhimento de amostras nas praias de Salvador e Lauro de Freitas, durante cinco semanas.

De acordo com a Assessoria de Imprensa do INEMA, “O material é analisado e os exames bacteriológicos confirmam as praias impróprias para o banho. A praia é considerada própria quando apresenta, em 80% das amostras, menos de 1.000 coliformes fecais ou menos de 800 Escherichia coli, ou ainda menos de 25 enterococos por 100 ML de água. Ainda que nas análises anteriores a qualidade da água esteja dentro dos parâmetros considerados próprios para banho, se o valor obtido na última amostragem for superior a 1000 coliformes termotolerantes ou 2000 Escherichia coli ou 100 enterococos por 100 mL de água, a praia é considerada imprópria. Esses critérios foram estabelecidos pela resolução 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

O Instituto ainda alerta os banhistas para evitar o banho de praia em tempo chuvoso, já que as águas podem ser contaminadas por arraste de diversos detritos, como lixo das ruas, carregado através das galerias pluviais, podendo causar doenças como conjuntivite e leptospirose. “É desaconselhável ainda o banho próximo à saída de esgotos, desembocadura dos rios urbanos, córregos e canais de drenagem”, completa.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Fotógrafos registram mais de 7 mil km do litoral brasileiro

Da BBC Brasil - 02.01.2013

                                                                                                                           





Costa do Brasil


Os fotógrafos gaúchos Ita Kirsch e Bala Blauth percorreram mais de 7 mil quilômetros do litoral do Brasil registrando a diversidade das praias do país.

Durante oito meses, os dois percorreram as praias do Brasil a bordo de um jipe, carregando mochilas e equipamentos fotográficos.

"Enfrentamos calor, areia, maresia, o peso das mochilas. Para compensar, recebemos de presente cenários de tirar o fôlego, sol na maior parte do tempo, peixes do mais variados sabores, muita caipirinha e água de coco", afirmou Bala Blauth.

O resultado foram 38 mil fotos de todas as regiões que fazem parte do litoral brasileiro, que tiveram que ser editadas até chegarem a 160 imagens para as 224 páginas do livro Costa do Brasil.

"Acabamos escolhendo aquelas que têm um significado especial, que dizem o que jamais conseguiríamos transmitir em palavras", afirmam os fotógrafos.

As imagens mostram visões amplas, algumas detalhadas, do litoral brasileiro, contrastando natureza e presença humana.

Os textos de apresentação do livro são do jornalista e escritor Eduardo Bueno, que fala sobre as ocupações ligadas ao litoral e o fascínio que a costa provoca na sociedade brasileira, e do agrônomo e ecologisa Arno Kayser, que explica a diversidade físic e biológica da costa.

"Não é de se estranhar que toda a história do Brasil esteja inteiramente ligada às suas praias. Não só porque foi nelas que os portugueses desembarcaram em abril de 1500, mas porque, 15 mil anos antes, elas já estavam sendo disputadas e ocupadas pelos chamados 'homens dos sambaquis'", escreveu Bueno no livro.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Relatório Anual 2011

Do WWF-Brasil

                                                                                                                     


Para ler o Relatório, clique aqui.
Apresentamos o Relatório Anual 2011, nossa prestação de contas. Esse relatório é uma oportunidade do WWF-Brasil mostrar à sociedade brasileira as ações realizadas e resultados na conservação do meio ambiente e na promoção do desenvolvimento sustentável, reafirmando a transparência da instituição.







Convidamos você a conhecer nossa equipe e os resultados alcançados em 2011. Boa leitura!


domingo, 30 de dezembro de 2012

Ecoturismo mobiliza jovens em busca de rota alternativa no Reveillon

Da Agência Brasil - 21.12.2012

                                                                                                              


Brasília - O Brasil está no topo do ranking dos países com maior biodiversidade do mundo. Riqueza que atrai grande número de turistas que preferem passar a virada de ano em contato com a natureza e longe da badalação. Esse movimento já é visto por quem trabalha com ecoturismo como oportunidade de se preparar para um desafio que se aproxima: receber estrangeiros durante a Copa de 2014.

O Ministério do Turismo estima que a Copa trará ao Brasil cerca de 600 mil estrangeiros, que farão em média três viagens. Acredita-se que o ecoturismo estará entre os atrativos mais procurados durante o evento esportivo. Pensando nisso, o Ministério está desenvolvendo o Projeto Parques da Copa, em parceria com a Embratur, o ICMBio e o Ministério do Meio Ambiente. O objetivo é garantir estrutura adequada para receber os visitantes em 27 unidades de conservação próximas às cidades sede. Além disso, foi elaborada uma lista com 88 produtos e destinos turísticos, dos quais 72 estão distantes até 300 km de um dos 12 palcos do Mundial.

O Ministério do Turismo aposta que o ecoturismo estará entre os atrativos mais procurados durante a Copa de 2014. (Marcelo Saviski / Creative Commons)



Virada

Entre os turistas que buscam tranquilidade na viagem de reveillón está a estudante de comunicação carioca Larissa Armstrong, de 20 anos, que irá passar o ano novo com um grupo de amigos na Praia do Sono, em Paraty, um dos pontos que constam na lista do Ministério. "Estive lá há 3 anos. É uma praia linda, bem extensa e isolada. Não chega carro. O acesso é por trilha ou barco. Por isso, conserva uma natureza exuberante", conta Larissa.

No sul da Bahia, os destinos escolhidos pelo Ministério são Prado e Caravelas, embora estejam a 795 km da capital do estado, Salvador, cidade sede da Copa de 2014. O distrito de Cumuruxatiba, em Prado, será também o local em que a estudante de engenharia ambiental Mayra de Rodesky passará o Reveillon. "Recebi o convite de uma amiga. A família dela tem uma casa lá. Não conheço o lugar, mas me animei de imediato e sugeri fazermos um mergulho", contou.

Perfil


Mayra e Larissa estão dentro do perfil do público de maior incidência no ecoturismo, segundo a cartilha do Ministério do Turismo: são pessoas entre 25 e 50 anos, com escolaridade de nível superior e poder aquisitivo médio ou alto. Geralmente, viajam sozinhos ou em pequenos grupos e procedem dos grandes centros urbanos. A cartilha ressalta ainda que o ecoturista importa-se mais com a singularidade da experiência e com o estado de conservação do ambiente do que com o custo da viagem.

Mergulho no arquipélago de Abrolhos está entre as atrações do sul da Bahia. (ernie_greatoutdoors / Creative Commons)

Apesar da menor preocupação com os custos, o ecoturismo não está entre as viagens mais caras, segundo a Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais. Uma pesquisa de demanda realizada no ano passado apontou que o gasto médio diário no ecoturismo é de R$90,28, abaixo do turismo cultural, do turismo de negócios e do turismo voltado para o bem-estar.

A pesquisa entrevistou 9.418 turistas de diferentes estados e trouxe diversos dados que evidenciam o espaço ocupado pelo ecoturismo atualmente. Quando peguntados sobre o principal atrativo turístico analisado na hora de escolher um destino, 38% dos entrevistados responderam o lazer, 33,3% o ecoturismo, 7,7% eventos e 6,8% a diversão noturna. Quando questionados sobre qual a próxima viagem pretendem fazer, 43,3% disseram buscar sol e praia, 16,2% turismo cultural e 8,2% ecoturismo.


Esse texto está sob Creative Commons 3.0.