quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Fotógrafo retrata seca em jornada de 2 mil km pela Bahia
Da BBC Brasil - 09.01.2013
A
falta d'água está prejudicando as pequenas lavouras de subsistência e castigam
os rebanhos bovinos, caprinos e ovinos.
O drama da seca
A
chuva registrada na Bahia no final de dezembro não foi suficiente para reverter
os estragos da que é considerada a pior estiagem a atingir o semiárido no
interior do Estado nas últimas quatro décadas.
De
acordo com a Coordenadoria da Defesa Civil do Estado, 259 municípios baianos
permanecem em situação de emergência devido à seca, que afeta nessas
localidades quase 3 milhões de pessoas.
O
prejuízo à economia ainda pode chegar a R$ 7,8 bilhões, segundo estimativa da
Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb).
O
fotógrafo Flavio Forner esteve entre 2 e 19 de dezembro viajando pela região,
percorrendo cerca de 2 mil quilômetros e visitando alguns municípios entre os
mais afetados pela estiagem prolongada.
Suas
fotos documentam o drama humano da seca e o seu impacto na economia e na
paisagem da região.
Crianças
A
viagem de Forner começou em Salvador. Da capital baiana, o fotógrafo seguiu até
Valença, cidade procurada por muitos sertanejos em buscam uma oportunidade de
renda com o turismo, e Camamu, outro polo de atração de moradores do interior à
procura de trabalho e alimentos.
A
seguir, na jornada do município de Mutuípe a Iaçu, passando por Amargosa, os
sinais mais evidentes da seca começaram a aparecer, com o gado sendo tocado
pelas estradas por pastores em busca das poucas áreas ainda disponíveis com
vegetação.
Em
Iaçu, Forner encontrou Constantino, de 92 anos, que conduzia por 12 km, à beira
da rodovia, o gado de um vizinho. Em troca do trabalho, o vizinho lhe prometeu
apenas um pouco de leite.
Na
mesma região, o fotógrafo encontrou outro sertanejo, Raimundo, que tocava o
gado do alto de seu cavalo. "O que cai do céu não enche nem um copo
d'água", reclamou.
Em
Amargosa, alguns pais optam por mandar seus filhos para a beira da estrada para
pedir dinheiro aos motoristas que passam. As crianças correm risco constante de
atropelamento e de assédio por parte dos caminhoneiros.
Turismo
A
viagem prosseguiu pelas cidades de Itaberaba, Boa Vista do Tupim e Vera Cruz
até Lençóis, na Chapada Diamantina, onde muitos agricultores ainda utilizam
manejo com fogo sem os cuidados necessários e acabam perdendo o controle, com
grande impacto no meio ambiente.
Em
Boa Vista do Tupim, o agricultor Vander da Silva e seus filhos Rodrigo e Rafael
tentam sobreviver com o pouco de água que restou em um poço.
"Eu
costumo usar água do poço apenas para beber, não tem como irrigar a roça, agora
o que restou é só para matar a sede", disse Silva.
A
seguir, o fotógrafo seguiu para Andaraí. Em Igatu, um distrito da cidade, o
turismo de aventura sofre com a falta d'água em suas cachoeiras. Na praça
central, guias turísticos locais ficam a espera dos turistas, geralmente
estrangeiros.
O
guia Raimundo Cruz dos Santos disse que há muitos anos não vê uma situação como
esta.
"Já
vi este rio (Paraguaçu) cheio de margem a margem nesta época do ano. Este mês
(dezembro de 2012) era para chover toda a semana. As cachoeiras estão
completamente secas", contou. "Nunca vi fazer tanto calor aqui como
neste ano de 2012."
Forner
então seguiu por Mundo Novo e Baixa Grande até Ipirá, onde muitos agricultores,
cansados da seca e sem perspectiva de futuro, estão colocando suas propriedades
à venda, optando pela vida em cidades litorâneas.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Foto de tigre em 'explosão de água' vence concurso da 'National Geographic'
Da BBC Brasil
Excelência fotográfica
Em seu tradicional concurso anual de fotografia, a revista NationalGeographic recebeu mais de 22 mil imagens de fotógrafos profissionais
e amadores enviadas de mais de 150 diferentes países.
As fotografias foram classificadas em três categorias: pessoas, lugares
e natureza.
Os juízes levaram em consideração a qualidade fotográfica e a
criatividade empregadas pelos competidores. Entre eles estão o fotógrafo de
história natural Christian Ziegler, e os fotógrafos documentaristas Gerd Ludwig
e Debbie Fleming Caffery.
O vencedor arrebatou um prêmio de US$ 10 mil (cerca de R$ 20,4 mil) e
uma viagem à sede da revista em Washington, nos Estados Unidos, para participar
do Seminário Anual de Fotografia da National Geographic.
Municípios de três estados do nordeste receberão operação Canudos
Da Agência Brasil
Por Danyele Soares
Por Danyele Soares
Os 400
estudantes começam a atuar a partir desta sexta-feira em 20 municípios dos estados de
Pernambuco, Bahia e Piauí. Ao longo de 17 dias, os jovens capacitarão
profissionais para atuar nas áreas de cultura, direitos humanos e justiça,
comunicação e meio ambiente. O projeto é desenvolvido pelo Ministério da Defesa
Municípios do Nordeste vão receber ações do Projeto Rondon
Da Agência Brasil - 07.01.2013
Brasília – Vinte municípios dos estados de Pernambuco, da Bahia e do Piauí serão beneficiados pelo Projeto Rondon, ação coordenada pelo Ministério da Defesa, por meio da Operação Canudos, que começa sexta-feira (11) e termina em 26 de janeiro. Durante 17 dias, 400 rondonistas – entre universitários e professores de outras regiões do país - vão levar ações de cidadania a alguns dos municípios mais carentes do país.
![]() |
| Projeto Rondon (Divulgação) |
Brasília – Vinte municípios dos estados de Pernambuco, da Bahia e do Piauí serão beneficiados pelo Projeto Rondon, ação coordenada pelo Ministério da Defesa, por meio da Operação Canudos, que começa sexta-feira (11) e termina em 26 de janeiro. Durante 17 dias, 400 rondonistas – entre universitários e professores de outras regiões do país - vão levar ações de cidadania a alguns dos municípios mais carentes do país.
A cerimônia de abertura vai ocorrer na manhã de domingo
(13) em Juazeiro (BA). Serão oito municípios da Bahia, nove do Piauí e três de
Pernambuco. Em entrevista à Agência Brasil, o
coronel José Paulo da Cunha Victorio, coordenador da operação, disse que duas
equipes de estados diferentes serão formadas, cada uma composta por dez
participantes, sendo oito estudantes e dois professores, para atuar em cada
município.
“Quando a gente divide duas equipes, além de
todo conhecimento que eles vão adquirir, há uma troca de informações, uma troca
até de culturas entre as universidades, isso faz com que haja um
crescimento muito grande dos estudantes”, disse o coordenador. Para ele,
“quanto maior o número de cursos envolvidos melhor, é uma a experiência maior
para desenvolver os trabalhos”.
Segundo o coordenador, durante a ação, as
equipes vão realizar atividades de cultura, educação, saúde, meio ambiente,
tecnologia, direitos humanos e justiça. “A gente procura ações para que, quando
as equipes saírem de lá, alguma coisa fique na cidade”, explicou. De acordo com
ele, as atividades serão dirigidas especialmente a professores, agentes de
saúde e agentes da prefeitura. “Nosso foco principal é sempre pessoas que
possam multiplicar o conhecimento levado ao município.”
A primeira ação do Projeto Rondon ocorreu no dia 11 de
julho de 1967, em Rondônia, com dois professores e 30 alunos. Em 1989, foram
encerradas as ações, e em janeiro de 2005, em Tabatinga (AM), o Rondon foi
relançado. Em oito anos, o projeto já contabilizou a participação de 13.800
rondonistas, 884 municípios e cerca de 500 instituições de ensino superior. A
prioridade é para os estados do Norte e Nordeste.
Edição: Davi Oliveira
sábado, 5 de janeiro de 2013
Balneabilidade indica 6 praias impróprias em Salvador
Olha
a merda!!! Bem acima das expectativas, poucas praias devem ser evitadas pelos
banhistas esta semana. O último
levantamento realizado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema), aponta 6 praias impróprias para o banho na capital
baiana.
As
4 praias em Lauro de Freitas ainda podem ser desfrutadas pelo banhistas, sem
preocupações. o/
A
poluição das águas do mar decorrente do esgoto que corre pelos canais pluviais,
o arraste de lixo com as chuvas e a falta de educação da população são alguns
dos fatores que contribuem para que as praias sejam classificadas como
impróprias.
As
praias que devem ser evitadas são:
- Periperi (atrás da estação férrea);
- Penha (em frente à Igreja N. S. da Penha);
- Pedra Furada (atrás do Hospital Sagrada Família);
- Boca do Rio (em frente ao Posto Salva Vidas);
- Corsário (em frente ao Posto Salva Vidas);
- Corsário (em frente ao Posto Salva Vidas Patamares).
A
avaliação das praias faz parte do projeto Monitoramento Ambiental,
do INEMA, que além de analisar a qualidade ambiental das águas e do ar,
faz análise do comportamento das correntes oceanográficas e dos ventos. O
boletim é feito semanalmente e está disponível no site do Sistema Estadual de Informações Ambientais e Recursos Hídricos (SEIA).
O diagnóstico das condições de balneabilidade é obtido mediante o
recolhimento de amostras nas praias de Salvador e Lauro de Freitas, durante
cinco semanas.
De
acordo com a Assessoria de Imprensa do INEMA, “O material é analisado e os
exames bacteriológicos confirmam as praias impróprias para o banho. A praia é
considerada própria quando apresenta, em 80% das amostras, menos de 1.000
coliformes fecais ou menos de 800 Escherichia coli, ou ainda menos de 25
enterococos por 100 ML de água. Ainda que nas análises anteriores a qualidade
da água esteja dentro dos parâmetros considerados próprios para banho, se o
valor obtido na última amostragem for superior a 1000 coliformes
termotolerantes ou 2000 Escherichia coli ou 100 enterococos por 100 mL de água,
a praia é considerada imprópria. Esses critérios foram estabelecidos pela
resolução 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
O
Instituto ainda alerta os banhistas para evitar o banho de praia em tempo
chuvoso, já que as águas podem ser contaminadas por arraste de diversos
detritos, como lixo das ruas, carregado através das galerias pluviais, podendo
causar doenças como conjuntivite e leptospirose. “É desaconselhável ainda o
banho próximo à saída de esgotos, desembocadura dos rios urbanos, córregos e
canais de drenagem”, completa.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Fotógrafos registram mais de 7 mil km do litoral brasileiro
Da BBC Brasil - 02.01.2013
Costa do Brasil
Os fotógrafos gaúchos Ita Kirsch e Bala Blauth percorreram mais de 7 mil quilômetros do litoral do Brasil registrando a diversidade das praias do país.
Durante oito meses, os dois percorreram as praias do Brasil a bordo de um jipe, carregando mochilas e equipamentos fotográficos.
"Enfrentamos calor, areia, maresia, o peso das mochilas. Para compensar, recebemos de presente cenários de tirar o fôlego, sol na maior parte do tempo, peixes do mais variados sabores, muita caipirinha e água de coco", afirmou Bala Blauth.
O resultado foram 38 mil fotos de todas as regiões que fazem parte do litoral brasileiro, que tiveram que ser editadas até chegarem a 160 imagens para as 224 páginas do livro Costa do Brasil.
"Acabamos escolhendo aquelas que têm um significado especial, que dizem o que jamais conseguiríamos transmitir em palavras", afirmam os fotógrafos.
As imagens mostram visões amplas, algumas detalhadas, do litoral brasileiro, contrastando natureza e presença humana.
Os textos de apresentação do livro são do jornalista e escritor Eduardo Bueno, que fala sobre as ocupações ligadas ao litoral e o fascínio que a costa provoca na sociedade brasileira, e do agrônomo e ecologisa Arno Kayser, que explica a diversidade físic e biológica da costa.
"Não é de se estranhar que toda a história do Brasil esteja inteiramente ligada às suas praias. Não só porque foi nelas que os portugueses desembarcaram em abril de 1500, mas porque, 15 mil anos antes, elas já estavam sendo disputadas e ocupadas pelos chamados 'homens dos sambaquis'", escreveu Bueno no livro.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Relatório Anual 2011
Do WWF-Brasil
![]() |
| Para ler o Relatório, clique aqui. |
Apresentamos o Relatório Anual 2011, nossa
prestação de contas. Esse relatório é uma oportunidade do WWF-Brasil mostrar à
sociedade brasileira as ações realizadas e resultados na conservação do meio
ambiente e na promoção do desenvolvimento sustentável, reafirmando a
transparência da instituição.
Convidamos você a
conhecer nossa equipe e os resultados alcançados em 2011. Boa leitura!
domingo, 30 de dezembro de 2012
Ecoturismo mobiliza jovens em busca de rota alternativa no Reveillon
Da Agência Brasil - 21.12.2012
Esse texto está sob Creative Commons 3.0.
Brasília - O Brasil está no topo do ranking dos
países com maior biodiversidade do mundo. Riqueza que atrai grande número de
turistas que preferem passar a virada de ano em contato com a natureza e longe
da badalação. Esse movimento já é visto por quem trabalha com ecoturismo como
oportunidade de se preparar para um desafio que se aproxima: receber
estrangeiros durante a Copa de 2014.
O Ministério do Turismo estima que a Copa trará ao
Brasil cerca de 600 mil estrangeiros, que farão em média três viagens.
Acredita-se que o ecoturismo estará entre os atrativos mais procurados durante
o evento esportivo. Pensando nisso, o Ministério está desenvolvendo o Projeto Parques
da Copa, em parceria com a Embratur, o ICMBio e o Ministério do Meio Ambiente. O objetivo é
garantir estrutura adequada para receber os visitantes em 27 unidades de
conservação próximas às cidades sede. Além disso, foi elaborada uma lista com 88
produtos e destinos turísticos, dos quais 72 estão distantes até 300
km de um dos 12 palcos do Mundial.
![]() |
O Ministério do Turismo
aposta que o ecoturismo estará entre os atrativos mais procurados durante a
Copa de 2014. (Marcelo Saviski / Creative Commons)
|
Virada
Entre os turistas que buscam tranquilidade na
viagem de reveillón está a estudante de comunicação carioca Larissa Armstrong,
de 20 anos, que irá passar o ano novo com um grupo de amigos na Praia do Sono,
em Paraty, um dos pontos que constam na lista do Ministério. "Estive lá há
3 anos. É uma praia linda, bem extensa e isolada. Não chega carro. O acesso é
por trilha ou barco. Por isso, conserva uma natureza exuberante", conta
Larissa.
No sul da Bahia, os destinos escolhidos pelo Ministério
são Prado e Caravelas, embora estejam a 795 km da capital do estado, Salvador,
cidade sede da Copa de 2014. O distrito de Cumuruxatiba, em Prado, será também
o local em que a estudante de engenharia ambiental Mayra de Rodesky passará o
Reveillon. "Recebi o convite de uma amiga. A família dela tem uma casa lá.
Não conheço o lugar, mas me animei de imediato e sugeri fazermos um
mergulho", contou.
Perfil
Mayra e Larissa estão dentro do perfil do público
de maior incidência no ecoturismo, segundo a cartilha do
Ministério do Turismo: são pessoas entre 25 e 50 anos, com
escolaridade de nível superior e poder aquisitivo médio ou alto. Geralmente,
viajam sozinhos ou em pequenos grupos e procedem dos grandes centros urbanos. A
cartilha ressalta ainda que o ecoturista importa-se mais com a singularidade da
experiência e com o estado de conservação do ambiente do que com o custo da
viagem.
![]() |
Mergulho no arquipélago de Abrolhos está entre as
atrações do sul da Bahia. (ernie_greatoutdoors / Creative Commons)
|
Apesar da menor preocupação com os custos, o
ecoturismo não está entre as viagens mais caras, segundo a Secretaria de Estado
de Turismo de Minas Gerais. Uma pesquisa de
demanda realizada no ano passado apontou que o gasto médio diário no
ecoturismo é de R$90,28, abaixo do turismo cultural, do turismo de negócios e
do turismo voltado para o bem-estar.
A pesquisa entrevistou 9.418 turistas de diferentes
estados e trouxe diversos dados que evidenciam o espaço ocupado pelo ecoturismo
atualmente. Quando peguntados sobre o principal atrativo turístico analisado na
hora de escolher um destino, 38% dos entrevistados responderam o lazer, 33,3% o
ecoturismo, 7,7% eventos e 6,8% a diversão noturna. Quando questionados sobre
qual a próxima viagem pretendem fazer, 43,3% disseram buscar sol e praia, 16,2%
turismo cultural e 8,2% ecoturismo.
Esse texto está sob Creative Commons 3.0.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
O crime compensou
Do Greenpeace - 18.12.2012
Falta de governança e anistia para o maior desmatamento da Amazônia: saiba mais sobre um caso que não é novo nem é o único na região
“O caso ilustra bem o resultado do processo atropelado do Código Florestal: o crime compensou”, diz Danicley de Aguiar, da campanha Amazônia do Greenpeace. “Quem desmatou será premiado às custas do dinheiro público, e isso é uma sinalização clara de que, no Brasil, vale a pena passar por cima das leis”.
Falta de governança e anistia para o maior desmatamento da Amazônia: saiba mais sobre um caso que não é novo nem é o único na região
Há sete anos, Leo Andrade Gomes foi considerado o indivíduo que mais desmatou a Amazônia, depois que 12.500 hectares de floresta foram derrubados na fazenda que estava em seu nome, no Pará. Após essa e outras infrações, veio a conta: mais de R$ 18 milhões em multas ambientais. E por que essa notícia agora, em 2012? Porque desde essa época, o governo não sabe de Leo: seu CPF foi cancelado pela Receita Federal e ele nunca foi encontrado pelo Ibama. Se está foragido ou se é um ‘fantasma’, ninguém sabe. Mas uma coisa é certa: sua multa será perdoada pelo novo Código Florestal.
Aprovada em maio deste ano após uma pesada investida da bancada ruralista, a nova lei manteve a anistia a quem desmatou sem autorização até o ano de 2008. No caso de Leonardo, bastaria que ele se inscrevesse no Programa de Regularização Ambiental, criado pelo governo, e recuperasse as Áreas de Preservação Permanente (APP) e pronto: a dívida de R$ 18 milhões sumiria para sempre de sua vida.
Veja o vídeo
“O caso ilustra bem o resultado do processo atropelado do Código Florestal: o crime compensou”, diz Danicley de Aguiar, da campanha Amazônia do Greenpeace. “Quem desmatou será premiado às custas do dinheiro público, e isso é uma sinalização clara de que, no Brasil, vale a pena passar por cima das leis”.
O caso de Leo, porém, está longe de ter um ponto final. Quando seu nome despontou no ranking dos desmatadores do Ministério do Meio Ambiente e a multa milionária chegou, um advogado encaminhou, em nome do acusado, uma defesa ao Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). No documento, ele alega que na época do desmatamento Leo ainda não era proprietário da fazenda Cachoeira Alta, onde ocorreu a infração, e sim a senhora Elizabete Guimarães.
Também em nível federal, Elizabete defendeu-se da mesma forma: apresentou certidão de compra e venda, apontando que Leo já era dono da propriedade quando o desmatamento de 12 mil hectares foi feito. O jogo de empurra continuou sem solução, e a multa acabou ficando para o fazendeiro, que nunca pagou um centavo. Cinco anos depois, em setembro de 2011, porém, Elizabete recebeu da Secretaria de Meio Ambiente do Pará uma Licença de Atividade Rural para uma fazenda de mesmo nome – Cachoeira Alta. A fazenda, afinal, é dela? E a multa? Ninguém conseguiu decifrar. Tampouco o governo.
Essa história evidencia não só a impunidade que corre solta na Amazônia. Mostra, também, a ausência, descontrole e falta de coordenação do Estado brasileiro na região. “Uma lei do desmatamento zero pode mudar a forma como o Brasil olha para a sua floresta. O país já desmatou mais do que o suficiente par se desenvolver, e agora tem a chance de mostrar ao mundo que consegue continuar crescendo, mas sem dizimar suas ricas florestas e fazendo um uso sustentável delas”, afirma Aguiar.
No último mês de março, o Greenpeace e outras organizações lançaram uma aliança nacional pela lei de iniciativa popular do desmatamento zero. A exemplo da Lei da Ficha Limpa, a ideia é coletar o maior número de assinaturas possível para enviar a proposta ao Congresso.
sábado, 15 de dezembro de 2012
Tartarugas marinhas
Da Agência Brasil - 14.12.2012
O Projeto Tamar comemora 33 anos com a soltura do filhote de número 15 milhões, simbolizando o número de tartaruguinhas soltas no mar desde a criação do projeto - Praia do Forte (BA)
(Fotos: Projeto Tamar/ABr)
Esse texto está sob Creative Commons 3.0.
O Projeto Tamar comemora 33 anos com a soltura do filhote de número 15 milhões, simbolizando o número de tartaruguinhas soltas no mar desde a criação do projeto - Praia do Forte (BA)
(Fotos: Projeto Tamar/ABr)
Esse texto está sob Creative Commons 3.0.
Balneabilidade indica apenas 3 praias impróprias para o banho em Salvador
Olha a merda!!! Estou realmente surpreso. Desde
novembro as praias consideradas impróprias vêm diminuindo semana após semana,
agora, apenas 3 praias, das 34 analisadas, devem ser evitadas, isso de acordo
com o último levantamento (o de número 40), realizado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema).
As 4 praias em Lauro de Freitas podem ser
desfrutadas pelo banhistas, sem preocupações. Ultimamente têm sido as minhas
opções, pela qualidade das praias, e pela comodidade dos quiosques e restaurantes
a beira-mar.
A poluição nas águas do mar decorrente do esgoto
que corre pelos canais pluviais, o arraste de lixo com as chuvas e a falta de
educação da população são alguns dos fatores que contribuem para que as praias
sejam classificadas como impróprias.
As praias que devem ser evitadas são:
- Penha (em frente à Igreja N. S. da Penha);
- Pedra Furada (atrás do Hospital Sagrada Família);
- Boca do Rio (em frente ao Posto Salva Vidas)
A avaliação das praias faz parte do projeto Monitoramento
Ambiental, do INEMA, que além de analisar a qualidade ambiental das águas
e do ar, faz análise do comportamento das correntes oceanográficas e dos
ventos. O boletim é feito semanalmente e está disponível no site do Sistema Estadual de Informações Ambientais e Recursos Hídricos (SEIA).
O diagnóstico das condições
de balneabilidade é obtido mediante o recolhimento de amostras nas praias de Salvador e Lauto de Freitas, durante cinco
semanas.
De acordo com a Assessoria de Imprensa
do INEMA, “O material é analisado e os exames bacteriológicos confirmam as
praias impróprias para o banho. A praia é considerada própria quando apresenta,
em 80% das amostras, menos de 1.000 coliformes fecais ou menos de 800
Escherichia coli, ou ainda menos de 25 enterococos por 100 ML de água. Ainda
que nas análises anteriores a qualidade da água esteja dentro dos parâmetros
considerados próprios para banho, se o valor obtido na última amostragem for
superior a 1000 coliformes termotolerantes ou 2000 Escherichia coli ou 100
enterococos por 100 mL de água, a praia é considerada imprópria. Esses
critérios foram estabelecidos pela resolução 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
O Instituto ainda alerta os banhistas para evitar o
banho de praia em tempo chuvoso, já que as águas podem ser contaminadas por
arraste de diversos detritos, como lixo das ruas, carregado através das
galerias pluviais, podendo causar doenças como conjuntivite e leptospirose. “É
desaconselhável ainda o banho próximo à saída de esgotos, desembocadura dos
rios urbanos, córregos e canais de drenagem”, completa.
Assinar:
Postagens (Atom)










