sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Feira de Adoção (e doação) no Parque de Pituaçu
Você resgatou e cuidou de um cãozinho ou gatinho de rua e deseja agora
doá-lo?
Todos os DOMINGOS no Parque de Pituaçu das 10h às 16h ocorre
FEIRA DE ADOÇÃO para Protetores Independentes como você!
O resgate de um animal de rua só termina quando o mesmo encontra um lar feliz e essa é a oportunidade.
TODOS OS DOMINGOS!
Local: Parque de Pituaçu
Horário: das 10h às 16h
É por tempo limitado!
Do Planeta Sustentável
Muito Além da Economia Verde,
do sociólogo Ricardo Abramovay,
por R$ 1,99, no site do Iba!
Seu preço normal é R$ 20.
Lançado em junho de 2012,
este é o primeira livro publicado com o selo do Planeta Sustentável.
Ganhou versão digital em
novembro, por meio do Iba, e pode ser acessado tanto no iPad e tablets Android,
quanto no PC.
É por tempo limitado!
Hora do Planeta 2013
Do WWF-Brasil
Sábado, dia 23 de março de 2013, às 20h30, apagar as luzes é só o começo!
QUERO PARTICIPAR
Sábado, dia 23 de março de 2013, às 20h30, apagar as luzes é só o começo!
Pelo quinto ano consecutivo, o WWF-Brasil promove no país o movimento
global Hora do Planeta. No dia 23 de março de 2013, das 20h30 às 21h30, milhões
de pessoas ao redor do mundo vão apagar as luzes em um ato simbólico contra o
aquecimento global e os problemas ambientais que a humanidade enfrenta.
Desde 2009, um número crescente de cidades, empresas e pessoas no Brasil
aderiu ao movimento apagando as luzes de seus monumentos, escritórios ou casas
e organizando atividades especiais para mostrar seu apoio na batalha contra as
mudanças climáticas.
Neste ano de 2013, a Hora do Planeta no Brasil convida empresas,
governos e toda a sociedade para responder uma pergunta em especial. “O que
você faria para salvar o planeta?”. No sábado, 23 de março, apagar as luzes
será só o começo.
Hoje, apesar de todos os problemas ambientais existem aqueles dispostos
a fazer sua parte para salvar o planeta. A responsabilidade é de todos.
Participe da Hora do Planeta, cadastre-se no site, apague suas luzes e reflita
sobre como você pode mudar seu estilo de vida para ser mais sustentável.
Lembre-se no sábado, dia 23 de março de 2013, às 20h30, apagar as luzes
é só o começo!
QUERO PARTICIPAR
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Faça você mesmo
Do DesignSponge
Você pode trazer um pouco da natureza para dentro de casa com as plantinhas que não precisam recar. Toda a estrutura pode ser feita com garrafas PET.
Você pode trazer um pouco da natureza para dentro de casa com as plantinhas que não precisam recar. Toda a estrutura pode ser feita com garrafas PET.
Veja o PASSO A PASSO.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Mais de 200 mil toneladas de embalagens de agrotóxicos foram recolhidas do campo nos últimos dez anos
Da Agência Brasil
Por Carolina Gonçalvess
Por Carolina Gonçalvess
Brasília – Nos últimos dez anos, mais de 237
mil toneladas de embalagens de agrotóxicos utilizadas nas propriedades rurais
brasileiras voltaram para os fabricantes que reutilizaram ou eliminaram o
material, seguindo padrões ambientais definidos em lei. A prática, conhecida
como logística reversa, se tornou obrigatória para o setor em 2002.
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| Embalagens vazias de agrotóxicos. (Divulgação: Emater) |
Apenas no ano passado, segundo balanço
divulgado hoje (29), pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens
Vazias (inpEV), o volume de embalagens recolhidas e corretamente destinadas por
agricultores, comerciantes e fabricantes superou as 37,7 mil toneladas. O
balanço mostra um aumento de 9% em relação ao registro de 2011.
Representantes do inpEV, que reúne a
indústria fabricante de agrotóxicos instalada no país, destacaram, ao longo de
todo o ano passado, que o aumento do volume de embalagens recolhidas reflete o
maior uso de agrotóxicos no país, mas também mostra que o atendimento à
legislação nacional tem acompanhado o incremento da atividade agrícola.
De acordo com os números do sistema da
logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas, conhecido como
Sistema Campo Limpo, Paraná (4,8 mil toneladas), São Paulo (4,5 mil toneladas)
e Goiás (4 mil toneladas) foram os estados que mais encaminharam embalagens
vazias para a destinação final no ano passado. Juntamente com Rio Grande do
Sul, Minas Gerais e Bahia, esses estados respondem por 62% do total de
embalagens vazias que foram retiradas do campo no Brasil.
Apesar de ainda estar longe do topo da lista,
em 2012, os agricultores, fabricantes e comerciantes de Alagoas recolheram 395%
mais embalagens do que no ano anterior, passando de 34 para 170 volumes. No
Pará, a logística reversa teve um salto de 132%, passando de 63 para 147. E no
Rio Grande do Norte, onde foi registrado o terceiro maior crescimento
percentual da medida, o volume recolhido passou de 38 para 74, com aumento de
96%.
A gestão pós-consumo, prevista em lei,
atribui responsabilidades para toda a cadeia produtiva, incluindo agricultores,
fabricantes e canais de distribuição e o apoio do Poder Público.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Balneabilidade indica 8 praias impróprias em Salvador
Olha a merda!!! O último levantamento realizado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema), aponta 8 praias impróprias para o banho na capital baiana.
A poluição das águas do
mar decorrente do esgoto que corre pelos canais pluviais, o arraste de lixo com
as chuvas e a falta de educação da população são alguns dos fatores que
contribuem para que as praias sejam classificadas como impróprias.
As 4 praias em Lauro de
Freitas podem ser desfrutadas pelo banhistas, sem preocupações. o/
As praias que devem ser
evitadas são:
- Bogari (em frente ao Colégio João Florêncio Gomes);
- Pedra Furada (atrás do Hospital Sagrada Família);
- Roma (em frente à Rua Professor Roberto Correia);
- Canta Galo (Atrás da antiga fabrica da Brahma);
- Armação (em frente ao Clube Inter. Pass);
- Boca do Rio (em frente ao Posto Salva Vidas);
- Corsário (em frente ao Posto Salva Vidas);
- Patamares (em frente ao Posto Salva Vidas Patamares).
A avaliação das praias
faz parte do projeto Monitoramento Ambiental, do INEMA, que além de analisar
a qualidade ambiental das águas e do ar, faz análise do comportamento das
correntes oceanográficas e dos ventos. O boletim é feito semanalmente e está
disponível no site do Sistema Estadual de Informações Ambientais e Recursos
Hídricos (SEIA).
O
diagnóstico das condições de balneabilidade é obtido mediante o recolhimento de
amostras nas praias de Salvador e Lauro de Freitas, durante cinco semanas.
De acordo com a
Assessoria de Imprensa do INEMA, “O material é analisado e os exames
bacteriológicos confirmam as praias impróprias para o banho. A praia é
considerada própria quando apresenta, em 80% das amostras, menos de 1.000
coliformes fecais ou menos de 800 Escherichia coli, ou ainda menos de 25
enterococos por 100 ML de água. Ainda que nas análises anteriores a qualidade
da água esteja dentro dos parâmetros considerados próprios para banho, se o
valor obtido na última amostragem for superior a 1000 coliformes
termotolerantes ou 2000 Escherichia coli ou 100 enterococos por 100 mL de água,
a praia é considerada imprópria. Esses critérios foram estabelecidos pela
resolução 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
O Instituto ainda alerta
os banhistas para evitar o banho de praia em tempo chuvoso, já que as águas
podem ser contaminadas por arraste de diversos detritos, como lixo das ruas,
carregado através das galerias pluviais, podendo causar doenças como
conjuntivite e leptospirose. “É desaconselhável ainda o banho próximo à saída
de esgotos, desembocadura dos rios urbanos, córregos e canais de drenagem”, completa.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Fotógrafo registra vida de pinguim-rei no Atlântico sul
Da BBC Brasil
A marcha dos pinguins
O fotógrafo canadense Tony Beck fez uma série de fotos de pinguins
durante uma viagem à Ilha Georgia do Sul, próxima às Ilhas Malvinas/Falklands,
no Atlântico Sul. Entre as imagens flagradas está esta formação de
pinguins-reis que lembra a letra Z.
"Ao chegar nas praias perto de uma colônia, você vê imediatamente a
grandeza do número (de pinguins) - literalmente, eles se estendem até onde a
vista alcança", afirma Beck.
Os pais de uma família destes pinguins passam cerca de 14 meses chocando
o ovo e criando os filhotes. A cobertura grossa e aveludada destes filhotes os
protege das temperaturas do inverno na ilha.
O contraste de cores entre os filhotes e dos adultos cria a impressão de
um ziguezague quando as aves se reúnem.
O fotógrafo explica que é possível ver "milhares de pinguins, como
se fossem pequenos soldados de cerca de 90 centímetros de altura, em grupos bem
unidos, cobrindo colinas e planícies".
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Fogo atinge Parque da Chapada Diamantina
Da Agência Brasil - 11/01/2014
Por Danyele Soares
Desde segunda-feira (07/01), um incêndio de grande proporções atinge o parque localizado na Bahia. Mais de mil hectares já foram queimados, e cerca de 40 brigadistas já estão mobilizados no local. O fogo atinge a região do Vale do Capão, em Serra de Sobradinho, Cachoeira da Fumaça e Morrão.
Por Mariana Tokarnia
Por Danyele Soares
Desde segunda-feira (07/01), um incêndio de grande proporções atinge o parque localizado na Bahia. Mais de mil hectares já foram queimados, e cerca de 40 brigadistas já estão mobilizados no local. O fogo atinge a região do Vale do Capão, em Serra de Sobradinho, Cachoeira da Fumaça e Morrão.
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Focos de incêndio
estão controlados na Chapada Diamantina (Danielle Pereira / Creative Commons)
|
Ibama entra no combate ao
incêndio na Chapada da Diamantina - 12.01.2013
Por Mariana Tokarnia
Brasília - O Centro de Prevenção e Combate aIncêndios Florestais (Prevfogo) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) começa a atuar hoje (12) no combate ao
incêndio no Parque Nacional Chapada Diamantina, na Bahia. O fogo teve início na
região nesta segunda-feira (7) e já atinge uma área de mil hectares. A causa é
uma das secas mais severas já registradas no local.
![]() |
A Chapada
Diamantina, que recebe turistas de toda parte do mundo, sofre com a seca
(Flickr/por deltafrut/Creative Commons)
|
Além de equipe de técnicos do Prevfogo, o Ibama
disponibilizou um helicóptero que ajudará no acesso às áreas atingidas. A
situação, segundo o chefe substituto do Parque Nacional Chapada Diamantina,
Cezar Gonçalves, responsável pela administração do parque neste sábado (12), é
preocupante. Cerca de 60 brigadistas atuam, com revezamento de equipe, 24 horas
por dia, desde o início do fogo. Segundo Gonçalves, o fogo está próximo à
serra, em local de difícil acesso. A equipe utiliza helicópteros para acessar e
desembarcar. O combate tem sido feito por terra.
"As chuvas têm sido abaixo da média desde
agosto de 2011, portanto, já estamos há mais de um ano com problemas graves de
incêndios. O maior foi de uma área de 9 mil hectares na região de Mucugê,
próxima ao parque", disse Gonçalves. Segundo ele, o tempo agora está
nublado, mas que não deve chover. Segundo dados do Instituto Nacional de
Meteorologia (Inmet), não há previsão de chuvas no local até a próxima semana.
Atuam no parque, além do Ibama, o Corpo de
Bombeiros da Bahia, o Instituto Chico Mendes (ICMBio), a Cema - Consultoria
Especializada na Área Ambiental e o Instituto do Meio Ambiente e RecursosHídricos (Inema) do estado da Bahia. Outras brigadas voluntárias também estão
no local, como a brigada do Vale do Capão, região próxima também atingida pelo
fogo.
O Parque Nacional Chapada Diamantina recebe cerca
de 16 mil visitantes por ano. Apesar do incêndio, as visitas ainda estão
permitidas. A trilha percorrida pelos turistas estaria distante da área
atingida. No entanto, a administração do parque recomenda cuidados. Os turistas
devem procurar associações ou guias autorizados nas cidades próximas e não
devem entrar desacompanhados ou se afastar da trilha determinada.
Edição: Fernando Fraga
Incêndio na Chapada Diamantina é controlado - 14.01.2013
Brasília - O
incêndio no Parque Nacional Chapada Diamantina, na Bahia, está controlado. O
fogo que começou há uma semana destruiu uma área de vegetação com cerca de
1.000 hectares.
De acordo com o
administrador do parque, Cezar Gonçalves, ainda existem pequenos focos de
incêndio que estão sendo monitorados pelas equipes que permanecem no local.
"Ainda há pequenos pontos que podem reascender e a observação pode durar
de dois a três dias", disse.
A causa do
incêndio está sendo investigada pela Companhia de Polícia Ambiental. As
hipóteses de combustão espontânea por causa da seca severa que atinge a região,
a pior dos últimos anos, e de fogo provocado por ação humana estão sendo
analisadas.
Apesar do
incêndio, as visitas continuam liberadas, pois o fogo não atingiu a trilha que
normalmente é percorrida pelos turistas. Eles devem procurar associações ou
guias autorizados nas cidades próximas e não devem entrar no parque
desacompanhados ou se afastar da trilha determinada.
IBAMA emite R$ 630 milhões em multas por crimes contra animais silvestres em 5 anos, mas só recebe 2% disso
Da Agência Pública - 14.01.2012
Por William Finn Bennett
O dia amanhece na cidade nordestina de Feira
de Santana, Bahia, e o mercado de rua traz cores brilhantes e a cacofonia do
canto dos pássaros. Ao longo da estrada poeirenta, nos barracos de compensado,
centenas de pássaros silvestres, muitos considerados raros e de espécies
ameaçadas, estão em exibição, aprisionados e prontos para a venda. Os
vendedores se gabam das suas últimas capturas enquanto negociam os preços com
os clientes.
Alguns meses antes, nessa mesma feira, a polícia local havia apreendido mais de 200 pássaros silvestres e prendido dois homens. Agora, o mercado está de novo a pleno vapor.
A cultura de
impunidade no país em relação a esses crimes joga no mercado milhões de animais
por ano, enquanto os criminosos lucram centenas de milhões de dólares, segundo
os cálculos de funcionários de organizações governamentais e
não-governamentais.
Arquivos do
governo obtidos pela recém-aprovada Lei de Acesso à Informação mostram que
entre 2005 e 2010 o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos NaturaisRenováveis – IBAMA – emitiu cerca de R$ 630 milhões em multas para crimes
contra a fauna.
O que
significaria muito– se os infratores pagassem o que devem. Durante o mesmo
período, o IBAMA recebeu o equivalente a menos de 2% do total em multas.
Essa
realidade provoca comentários como o do promotor federal Renato de Freitas
Souza Machado, alocado no Rio de Janeiro, um ponto forte do comércio ilegal de
espécies raras e protegidas: “Os traficantes sabem que nada vai acontecer com
eles”.
As multas
não-pagas – que um porta-voz do Ibama diz que serão cobradas – não são o único
problema. Uma combinação de sentenças leves e apelações que parecem não ter fim
resultam em poucas prisões para traficantes, mesmo para os grandes. Poucas
horas após serem presos, eles estão de volta às ruas e, em muitos casos, de
volta aos negócios.
A leniência
serve de incentivo para os traficantes manipularem seus comércios ilegais,
criando um clima de impunidade, segundo vários funcionários do governo.
Menos proteção para os animais selvagens do
que para uma bolsa roubada
“Realmente,
chama atenção alguém trabalhar como traficante há 20 anos e nunca ter ido para
a cadeia,” diz Machado, o promotor federal. “Os animais têm menos proteção do
que um telefone celular ou uma bolsa roubada.”
Até 1998, o
tráfico de animais no Brasil era crime punível por uma sentença de dois a cinco
anos. Naquele ano, o Congresso brasileiro aprovou uma lei ambiental que reduziu
a pena para seis meses a um ano.
Mas uma
brecha na lei federal permite que mesmo essas sentenças mais leves nunca sejam
aplicadas, já que infratores que recebem a pena mínima conseguem cumpri-la fora
das celas.
Esse
vale-tudo ambiental tem um efeito corrosivo, diz Roberto Cabral Borges,
ex-coordenador de operações e inspeções do IBAMA, que é responsável por
proteger espécies ameaçadas. Equivale a dizer aos traficantes que podem continuar
com seus crimes, e à sociedade que infringir as leis não significa nada, o que
desmoraliza os policiais.
“Por que se
importar? A primeira coisa que precisa ser mudada é a lei”, ele acrescenta.
Muitos dos
caçadores são pobres, camponeses sem escolaridade que tentam ganhar a vida nos
rincões do país. Eles vendem os animais que capturam por valores irrisórios
para sobreviver.
João Alves
Mateus dos Santos já foi um desses. O trabalhador rural de 45 anos mora na
pequena cidade de Canudos, no meio do árido sertão baiano, onde a vida é
difícil e as pessoas, fortes.
Para ele a
pobreza é a causa do envolvimento da população local com o tráfico: “Esse é o
sertão. Se você não tem o que é preciso, não sobrevive”.
Mateus diz
que no início dos anos 90, ele passou por grandes dificuldades para dar
sustento a sua esposa e dois filhos. Desempregado, durante algum tempo ganhou
dinheiro capturando e vendendo animais silvestres. Hoje, não precisa mais fazer
isso.
“Ave Maria,
foi um tempo difícil! Eu até pedi dinheiro,” lembra Mateus.
Leis para punir os grandes traficantes de
animais
Mas são os
grandes traficantes que fazem com que os policiais e fiscais clamem por uma lei
que endureça as penas.
Um projeto
de lei que tramita no Congresso poderia aumentar novamente as penas – para de
dois a cinco anos – no caso de traficantes de larga escala. Mas o autor do
projeto, o deputado federal Sarney Filho, diz que devido ao atual cenário em
Brasília, não está otimista com o futuro do projeto.
O líder do
Partido Verde explica que membros do Congresso, alinhados ao que ele descreveu
como o “pensamento conservador” do agronegócio e dos interesses ligados à
pecuária, são extremamente poderosos. Usando sua influência, os legisladores
“ruralistas” têm pouca chance de deixar o projeto de lei passar na Câmara.
“Qualquer coisa que envolva o meio ambiente eles colocam no mesmo saco”, ele
diz, o que estaria causando uma mobilização para bloquear qualquer lei
pró-ambiente.
Em agosto do
ano passado, uma comissão no Senado continuava a debater outro projeto de lei
que aumentaria a sentença por venda de animais silvestres para dois a cinco
anos, e para dois a seis anos, em caso de exportação.
Semelhante
ao tráfico de drogas, a natureza clandestina do tráfico de animais silvestres
faz com que seja impossível obter números sólidos sobre a quantidade de animais
roubados de seus habitats naturais a cada ano.
Mas a
organização não-governamental RENCTAS, Rede Nacional de Combate ao Tráfico deAnimais Silvestres, estima que pelo menos 38 milhões de animais são capturados
anualmente.
O tráfico de
vida silvestre gera entre US$ 5 e US$ 20 bilhões anuais ao redor do mundo,
fazendo com que essa seja a terceira atividade ilegal mais lucrativa depois do
tráfico de drogas e armas, de acordo com um relatório do Congresso dos Estados
Unidos de 2008.
A RENCTAS
estimativa que o Brasil responde por 5% a 15% desse total.
Outro dia, outro flagrante
No início do
ano passado, munida de mandados de busca, a polícia ambiental de São Paulo
invadiu a casa e a loja de Almir Evaristo da Silva, perto de Barueri, região
metropolitana da capital paulista. Mas o homem de 53 anos não demonstrou
perturbação, enquanto assistia aos policiais encherem duas picapes com gaiolas
contendo 47 pássaros silvestres não licenciados.
Os policiais
afirmaram que 13 desses pássaros eram de espécies ameaçadas de extinção. A
polícia também apreendeu notebooks que mostrariam a lista de clientes, com
anotações de pagamentos que ele teria recebido pela venda dos pássaros.
Na
delegacia, um policial disse a Silva que não tinha certeza se ele iria
responder a acusações criminais, mas que ele teria que pagar uma multa de cerca
de 100 mil dólares somente pela posse dos animais. Silva sorriu e em tom de
brincadeira disse que voltaria andando para seu estado natal, a Bahia, já que
não poderia pagar pelo ônibus.
Mesmo antes
de a polícia terminar de completar a papelada, ele foi liberado sem ter que
pagar fiança e foi para casa.
Esperança
está em nova tendência jurídica
Promotores
dizem que uma maneira de contornar as penas leves por tráfico – ou a ausência
delas – é processar os traficantes por outros crimes relacionados que
tenham penas mais pesadas.
O promotor
federal Machado cita um caso recente de grande repercussão que poderia servir
de guia para essa mudança. A organização criminosa incluía pessoas da República
Tcheca, Portugal, Alemanha, Suíça e do Brasil.
Diferentes
membros da quadrilha trabalhavam em coordenação desde a captura ou da compra de
animais dos grupos de caçadores, até o transporte e, finalmente, a venda dos
animais no Brasil e em outros países. Funcionários públicos corruptos também
estavam envolvidos no esquema, assim como criadores que falsificavam documentos
atribuindo a origem dos animais capturados à criação em cativeiro.
Muitos dos
estrangeiros que faziam parte da quadrilha conseguiram escapar, mas o homem
tcheco – que os promotores dizem ser o líder – não teve tanta sorte. Em agosto
de 2011, um juiz federal sentenciou Tomas Novotny a dez anos de prisão por
receptação ilegal, contrabando e formação de quadrilha. Outro homem, um
policial militar brasileiro, foi sentenciado a cinco anos e três meses de
prisão. Muitos outros membros da quadrilha receberam penas mais leves.
Machado diz
que a diferença, nesse caso, é que ele conseguiu atingir figuras-chave na
organização com acusações como contrabando, formação de quadrilha, receptação e
falsificação de documentos.
Foram essas
outras acusações que levaram a sentenças bem mais longas do que aquelas
destinadas ao crime de tráfico animal. E aí, segundo Machado, mora a esperança
de um futuro no qual os traficantes de animais recebam o tipo de punição que
poderia servir para a prevenção.
Crueldade com animais comercializados
Perguntado
sobre o que chamou atenção nos crimes cometidos pela quadrilha, Machado diz que
foi a crueldade com a qual os animais eram tratados.
“Existem
ligações telefônicas em que A orienta B, que está viajando com um carregamento
de pássaros em um ônibus, a, caso aviste um bloqueio da polícia na estrada, ir
ao banheiro do ônibus, arrancar as asas das aves e atirá-las na descarga,”
conta Machado.
O porta-voz
de RENCTAS, Raulff Lima, reconhece que a falta de punição aos traficantes serve
de incentivo para que se “continue a cometer crimes contra a fauna.”
Ele também
defende que, além da responsabilização criminal, essas ações sejam mais
divulgadas para reduzir seriamente tais crimes. “Isso é o que irá determinar o
futuro das espécies”, diz Lima.
Esse texto está sob Creative Commons 3.0.
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