quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
O crime compensou
Do Greenpeace - 18.12.2012
Falta de governança e anistia para o maior desmatamento da Amazônia: saiba mais sobre um caso que não é novo nem é o único na região
“O caso ilustra bem o resultado do processo atropelado do Código Florestal: o crime compensou”, diz Danicley de Aguiar, da campanha Amazônia do Greenpeace. “Quem desmatou será premiado às custas do dinheiro público, e isso é uma sinalização clara de que, no Brasil, vale a pena passar por cima das leis”.
Falta de governança e anistia para o maior desmatamento da Amazônia: saiba mais sobre um caso que não é novo nem é o único na região
Há sete anos, Leo Andrade Gomes foi considerado o indivíduo que mais desmatou a Amazônia, depois que 12.500 hectares de floresta foram derrubados na fazenda que estava em seu nome, no Pará. Após essa e outras infrações, veio a conta: mais de R$ 18 milhões em multas ambientais. E por que essa notícia agora, em 2012? Porque desde essa época, o governo não sabe de Leo: seu CPF foi cancelado pela Receita Federal e ele nunca foi encontrado pelo Ibama. Se está foragido ou se é um ‘fantasma’, ninguém sabe. Mas uma coisa é certa: sua multa será perdoada pelo novo Código Florestal.
Aprovada em maio deste ano após uma pesada investida da bancada ruralista, a nova lei manteve a anistia a quem desmatou sem autorização até o ano de 2008. No caso de Leonardo, bastaria que ele se inscrevesse no Programa de Regularização Ambiental, criado pelo governo, e recuperasse as Áreas de Preservação Permanente (APP) e pronto: a dívida de R$ 18 milhões sumiria para sempre de sua vida.
Veja o vídeo
“O caso ilustra bem o resultado do processo atropelado do Código Florestal: o crime compensou”, diz Danicley de Aguiar, da campanha Amazônia do Greenpeace. “Quem desmatou será premiado às custas do dinheiro público, e isso é uma sinalização clara de que, no Brasil, vale a pena passar por cima das leis”.
O caso de Leo, porém, está longe de ter um ponto final. Quando seu nome despontou no ranking dos desmatadores do Ministério do Meio Ambiente e a multa milionária chegou, um advogado encaminhou, em nome do acusado, uma defesa ao Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). No documento, ele alega que na época do desmatamento Leo ainda não era proprietário da fazenda Cachoeira Alta, onde ocorreu a infração, e sim a senhora Elizabete Guimarães.
Também em nível federal, Elizabete defendeu-se da mesma forma: apresentou certidão de compra e venda, apontando que Leo já era dono da propriedade quando o desmatamento de 12 mil hectares foi feito. O jogo de empurra continuou sem solução, e a multa acabou ficando para o fazendeiro, que nunca pagou um centavo. Cinco anos depois, em setembro de 2011, porém, Elizabete recebeu da Secretaria de Meio Ambiente do Pará uma Licença de Atividade Rural para uma fazenda de mesmo nome – Cachoeira Alta. A fazenda, afinal, é dela? E a multa? Ninguém conseguiu decifrar. Tampouco o governo.
Essa história evidencia não só a impunidade que corre solta na Amazônia. Mostra, também, a ausência, descontrole e falta de coordenação do Estado brasileiro na região. “Uma lei do desmatamento zero pode mudar a forma como o Brasil olha para a sua floresta. O país já desmatou mais do que o suficiente par se desenvolver, e agora tem a chance de mostrar ao mundo que consegue continuar crescendo, mas sem dizimar suas ricas florestas e fazendo um uso sustentável delas”, afirma Aguiar.
No último mês de março, o Greenpeace e outras organizações lançaram uma aliança nacional pela lei de iniciativa popular do desmatamento zero. A exemplo da Lei da Ficha Limpa, a ideia é coletar o maior número de assinaturas possível para enviar a proposta ao Congresso.
sábado, 15 de dezembro de 2012
Tartarugas marinhas
Da Agência Brasil - 14.12.2012
O Projeto Tamar comemora 33 anos com a soltura do filhote de número 15 milhões, simbolizando o número de tartaruguinhas soltas no mar desde a criação do projeto - Praia do Forte (BA)
(Fotos: Projeto Tamar/ABr)
Esse texto está sob Creative Commons 3.0.
O Projeto Tamar comemora 33 anos com a soltura do filhote de número 15 milhões, simbolizando o número de tartaruguinhas soltas no mar desde a criação do projeto - Praia do Forte (BA)
(Fotos: Projeto Tamar/ABr)
Esse texto está sob Creative Commons 3.0.
Balneabilidade indica apenas 3 praias impróprias para o banho em Salvador
Olha a merda!!! Estou realmente surpreso. Desde
novembro as praias consideradas impróprias vêm diminuindo semana após semana,
agora, apenas 3 praias, das 34 analisadas, devem ser evitadas, isso de acordo
com o último levantamento (o de número 40), realizado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema).
As 4 praias em Lauro de Freitas podem ser
desfrutadas pelo banhistas, sem preocupações. Ultimamente têm sido as minhas
opções, pela qualidade das praias, e pela comodidade dos quiosques e restaurantes
a beira-mar.
A poluição nas águas do mar decorrente do esgoto
que corre pelos canais pluviais, o arraste de lixo com as chuvas e a falta de
educação da população são alguns dos fatores que contribuem para que as praias
sejam classificadas como impróprias.
As praias que devem ser evitadas são:
- Penha (em frente à Igreja N. S. da Penha);
- Pedra Furada (atrás do Hospital Sagrada Família);
- Boca do Rio (em frente ao Posto Salva Vidas)
A avaliação das praias faz parte do projeto Monitoramento
Ambiental, do INEMA, que além de analisar a qualidade ambiental das águas
e do ar, faz análise do comportamento das correntes oceanográficas e dos
ventos. O boletim é feito semanalmente e está disponível no site do Sistema Estadual de Informações Ambientais e Recursos Hídricos (SEIA).
O diagnóstico das condições
de balneabilidade é obtido mediante o recolhimento de amostras nas praias de Salvador e Lauto de Freitas, durante cinco
semanas.
De acordo com a Assessoria de Imprensa
do INEMA, “O material é analisado e os exames bacteriológicos confirmam as
praias impróprias para o banho. A praia é considerada própria quando apresenta,
em 80% das amostras, menos de 1.000 coliformes fecais ou menos de 800
Escherichia coli, ou ainda menos de 25 enterococos por 100 ML de água. Ainda
que nas análises anteriores a qualidade da água esteja dentro dos parâmetros
considerados próprios para banho, se o valor obtido na última amostragem for
superior a 1000 coliformes termotolerantes ou 2000 Escherichia coli ou 100
enterococos por 100 mL de água, a praia é considerada imprópria. Esses
critérios foram estabelecidos pela resolução 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
O Instituto ainda alerta os banhistas para evitar o
banho de praia em tempo chuvoso, já que as águas podem ser contaminadas por
arraste de diversos detritos, como lixo das ruas, carregado através das
galerias pluviais, podendo causar doenças como conjuntivite e leptospirose. “É
desaconselhável ainda o banho próximo à saída de esgotos, desembocadura dos
rios urbanos, córregos e canais de drenagem”, completa.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
BB inaugura primeiro quiosque solar na Escola Politécnica da UFBA
O empreendimento foi viabilizado por uma parceria firmada entre a Escola Politécnica e o Banco do Brasil com o objetivo de contribuir para a preservação do meio ambiente. O quiosque solar é um projeto piloto que posteriormente será "espalhado" por diversos pontos do país, permitindo a redução do consumo de energia elétrica, bem como a presença desse serviço do banco, em locais sem energia.
Conheça o felino raro com os 'maiores caninos' do mundo
Da BBC Brasil
A
pantera-nebulosa-de-bornéu é um felino raro e arredio que pode ser encontrada
no sudeste da Ásia.
A espécie é conhecida por ter os maiores
caninos superiores - em proporção ao tamanho da cabeça - do mundo.
Calcula-se que haja menos de 10 mil desses
felinos no mundo, o que fez com que a espécie fosse considerada vulnerável pela
União Mundial para a Natureza.
O biólogo Jyrki Hokkanen ficou a cerca de 10
metros de distância do animal para conseguir filmar uma fêmea, no último dia
das suas férias na Malásia.
sábado, 8 de dezembro de 2012
5 praias estão impróprias para banho em Salvador
Olha a merda!!! O número
não mudou, e as praias poluídas se mantiveram, com exceção da Penha (Em frente à Igreja N. S. da
Penha) que pode ser frequentada. Ainda assim, é uma boa notícia se comparado aos meses anteriores... Tínhamos
quase metade das praias consideradas como impróprias! O levantamento de
número 39, realizado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos
Hídricos da Bahia (Inema) indicou que, esta
semana, 5 praias, das 34 analisadas, devem ser evitadas
As 4 praias em Lauro de Freitas podem ser desfrutadas pelo banhistas, sem preocupações.
A poluição nas águas do mar decorrente do esgoto
que corre pelos canais pluviais, o arraste de lixo com as chuvas e a falta de
educação da população são alguns dos fatores que contribuem para que as praias sejam classificadas como poluídas.
As praias que devem ser evitadas são:
- Pedra Furada (Atrás do Hospital Sagrada Família);
- Roma (Atrás do Hospital São Jorge);
- Boca do Rio (Em frente ao Posto Salva Vidas);
- Corsário (Em frente ao Posto Salva Vidas Patamares);
- Itapuã (Em frente à Sereia de Itapoã).
A avaliação das praias faz parte do projeto
Monitoramento Ambiental, do INEMA, que além de analisar a qualidade
ambiental das águas e do ar, faz análise do comportamento das correntes
oceanográficas e dos ventos. O boletim é feito semanalmente e está disponível
no site do Sistema Estadual de Informações
Ambientais e Recursos Hídricos (SEIA).
De acordo com a Assessoria de Imprensa
do INEMA, “O material é analisado e os exames bacteriológicos confirmam as
praias impróprias para o banho. A praia é considerada própria quando apresenta,
em 80% das amostras, menos de 1.000 coliformes fecais ou menos de 800
Escherichia coli, ou ainda menos de 25 enterococos por 100 ML de água. Ainda
que nas análises anteriores a qualidade da água esteja dentro dos parâmetros
considerados próprios para banho, se o valor obtido na última amostragem for
superior a 1000 coliformes termotolerantes ou 2000 Escherichia coli ou 100
enterococos por 100 mL de água, a praia é considerada imprópria. Esses
critérios foram estabelecidos pela resolução 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
O Instituto ainda alerta os banhistas para evitar o
banho de praia em tempo chuvoso, já que as águas podem ser contaminadas por
arraste de diversos detritos, como lixo das ruas, carregado através das
galerias pluviais, podendo causar doenças como conjuntivite e leptospirose. “É desaconselhável
ainda o banho próximo à saída de esgotos, desembocadura dos rios urbanos,
córregos e canais de drenagem”, completa.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Natal sem árvore não dá
Do Greenpeace
Você já pensou em um Natal sem luzes,
enfeites e sem árvore para ser decorada? Tão difícil quanto imaginar essa cena
é conseguir pensar na Amazônia sem árvores. Parece impossível, mas isso pode
acontecer se nada for feito para impedir o desmatamento.
Pensando em
manter a floresta em pé, convidamos você a se juntar ao Greenpeace e comemorar
o Natal de uma maneira diferente: decore um objeto com enfeites natalinos. Pode
ser qualquer coisa, exceto uma árvore. Depois, mande sua foto para o Greenpeace
por mensagem inbox e nós a postaremos em nosso Facebook.
Assim, você
ajuda a espalhar a ideia do Desmatamento Zero e ainda mostra aos outros que
assim como não há Natal sem árvore, o Brasil também não pode ficar sem
floresta. Salvar as florestas do desmatamento não é um trabalho fácil, por isso
criamos a iniciativa de lei popular pelo Desmatamento Zero.
Precisamos
do maior número possível de assinaturas para poder levar o projeto ao Congresso
e pedimos seu apoio para divulgar a nossa campanha em seu blog. Assine,
divulgue, compartilhe. Junte-se a nós e defenda um Brasil com florestas.
Dê um
presente diferente esse ano, dê um futuro melhor para você e para o Brasil.
Participe!
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Mergulhadores libertam fêmea grávida de tubarão-baleia presa em corda
Da BBC Brasil
Mergulhadores resgataram uma fêmea grávida de
tubarão-baleia de dez metros de comprimento que ficou presa por uma corda na
costa do México.
Eles faziam um passeio com um grupo de
turistas, quando avistaram o animal.
Foram necessários dois mergulhos a 30 metros
de profundidade para conseguir cortar a corda e soltar o peixe.
A espécie, apesar de ser a maior entre os
tubarões, é inofensiva e se alimenta somente de plâncton.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Entre 2000 e 2010, Amazônia perdeu uma 'Grã-Bretanha', diz estudo
Da BBC Brasil
Um estudo inédito realizado em nove países
sul-americanos revela que, entre 2000 e 2010, a Amazônia perdeu 240 mil
quilômetros quadrados de floresta, 3% de sua área total, o equivalente ao
território da Grã-Bretanha.
Coordenado pela Rede Amazônica de Informação
Socioambiental Georreferenciada (Raisg), que congrega 11 ONGs e institutos de
pesquisa regionais, o atlas "Amazônia Sob Pressão" mediu, com base em
imagens de satélite, o desmatamento entre 2000 e 2010 em todos os países que
abrigam a floresta, além de mapear as principais ameaças ao ambiente e à
população local.
"É importante manter em evidência uma visão
geral sobre o que está acontecendo na Amazônia", disse à BBC Brasil Beto
Ricardo, coordenador-geral do estudo e membro do ISA (InstitutoSocioambiental), uma das principais organizações ambientalistas do Brasil.
Ele explica que, embora haja muitos estudos sobre o
desmatamento na Amazônia brasileira, ainda não haviam sido feitas avaliações
que incorporassem as porções andina e guianense da floresta.
Para o Brasil, acrescenta Ricardo, trata-se de um
estudo especialmente importante porque boa parte das cabeceiras dos grandes
rios amazônicos que cortam o país está em nações vizinhas, sobretudo as
andinas, como Colômbia e Peru.
"O que acontece lá nas nascentes afeta todo
mundo aqui rio abaixo", afirmou.
Segundo o levantamento, entre 2000 e 2010, 80,4% do
desmatamento da Amazônia ocorreu no Brasil, país que abriga 58,1% da floresta.
Dono da segunda maior porção de cobertura
florestal, com 13,1%, o Peru foi responsável por 6,2% do desmatamento no
período, seguido pela Colômbia, que possui 8% da floresta e desmatou 5%.
A pesquisa mostra, porém, que o ritmo de
desflorestamento no Brasil e na maioria dos países sul-americanos tem se
reduzido desde 2005.
Na última semana, a ministra do Meio Ambiente,
Izabella Teixeira, anunciou a menor taxa anual de destruição da Amazônia no
Brasil desde 1988.
Na ocasião, ela afirmou que o país também deverá
cumprir a meta de baixar o desmatamento ao limite de 3.925 quilômetros quadrados
de floresta ao ano em 2020.
Para Ricardo, mesmo que se atinja tal objetivo,
esses níveis de desmatamento "resultarão na morte lenta da Amazônia".
O estudo revela ainda que, apesar de ter caído em
termos gerais, a taxa de desmatamento tem se mantido estável no Peru e
aumentado na Colômbia e na Guiana Francesa.
Estradas
transnacionais
Embora aponte para uma redução nos índices de
desmatamento, a pesquisa mostra que, se todos os projetos de exploração
econômica na região saírem do papel, a Amazônia poderá perder até a metade de
sua cobertura florestal.
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Hidreletricas, como a de Belo Monte, aceleram o
desmatamento da Amazônia
|
O estudo considera como principais pressões
sofridas pela floresta as estradas, a exploração de petróleo e gás, a
mineração, hidrelétricas, focos de calor e o desmatamento.
De acordo com o estudo, a presença de estradas na
Amazônia está associada à exploração ilegal de madeira, ao avanço de atividades
agropastoris e a grandes projetos de infraestrutura e urbanização.
A Raisg diz que a pressão exercida por estradas na
Amazônia aumenta à medida que avança a IIRSA (Iniciativa para a Integração da
Infraestrutura Regional Sul-Americana), empreendimento conjunto de governos da
região.
Parte das iniciativas busca ligar áreas habitadas
da Amazônia brasileira a portos no Pacífico, facilitando o escoamento de
produtos.
A expansão da pecuária e da produção agrícola,
informa a Raisg, também está entre as maiores ameaças à floresta e a seus
habitantes.
No caso da Amazônia brasileira, 93% das terras
exploradas pela agropecuária são ocupadas por fazendas de gado com pastagens
onde se cria, em média, 0,9 boi por hectare, quando técnicas intensivas
permitem elevar tal proporção a até dez bois por hectare.
Petróleo e mineração
Outras atividades que ameaçam a floresta, segundo o
estudo, são a exploração de petróleo e gás e a mineração.
Segundo a Raisg, entre os principais impactos
ligados à extração de petróleo estão a poluição da água e do ar, a contaminação
do solo e a destruição de ecossistemas naturais.
A organização avalia que há 327 lotes com potencial
de exploração de petróleo e gás em toda a floresta, que ocupam 15% de sua área.
Cerca de 80% dos lotes se encontram na Amazônia
Andina, onde vive metade dos 385 povos indígenas da região.
No Brasil, os lotes ocupam 3% da porção nacional da
floresta.
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Extração de madeira ilegal é outro vilão do
desflorestamento
|
O estudo aponta que, no Acre, estão em curso
estudos para a exploração de petróleo ou gás em áreas próximas a nove
territórios indígenas e seis unidades de conservação.
Já uma porção ainda maior da Amazônia – 21% – é
considerada área de interesse para a mineração.
Em metade desse território, exploradores aguardam
licença para operar, enquanto em 30,8% das terras já existem trabalhos em
curso.
A Raisg afirma ainda que, no Brasil, dois fatores
podem "incentivar" a mineração na Amazônia: a eventual aprovação de
um projeto de lei que autorizaria a exploração em terras indígenas e a
construção de hidrelétricas em rios da região.
As hidrelétricas, aliás, são apontadas pelo estudo
como outra grande ameaça à região. Segundo a entidade, há em toda a Amazônia
171 hidrelétricas em operação ou construção e 246 planejadas ou em estudo.
Panorama
Segundo a Raisg, a Amazônia é habitada por cerca de
33 milhões de pessoas, espalhadas por 1.497 municípios. As maiores porções da
floresta se encontram no Brasil (58,1%), Peru (13,1%) e Colômbia (8%), seguidos
por Venezuela (6,9%), Bolívia (5,7%), Guiana (2,6%), Suriname (2,4%), Equador
(1,7%) e Guiana Francesa (1,5%).
A pesquisa estima que, hoje, 45% da Amazônia é
ocupada por terras indígenas (TI) ou áreas nacionais de proteção (ANP). Nesses
locais, a Raisg diz que os níveis de desmatamento e outros impactos ambientais
são expressivamente menores.
"Os resultados apresentados sustentam o
importante papel que as ANP e TI vêm cumprindo como desaceleradores ou
contentores dos processos de perda de floresta em cada país e na Amazônia em
conjunto".
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
China, Índia e Brasil emitiram mais CO2 em 2011, diz pesquisa
Da BBC Brasil - 02.12.2012
Dados divulgados neste
domingo por pesquisadores na Grã-Bretanha indicam que China e Índia
contribuíram bastante para que o mundo aumentasse em 3,5% as suas emissões de
gás carbônico (CO2) no ano passado.
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Gás carbônico é um dos principais agentes do
aquecimento global
|
Em 2011, as emissões de China e Índia aumentaram
9,9% e 7,5%, respectivamente, em comparação com 2010. O Brasil também emitiu
mais CO2 em 2011: 424 milhões de toneladas, um aumento de 1,4% em relação a
2010.
Já outras duas regiões apresentaram queda na
quantidade de CO2 emitida no mesmo período, segundo os cientistas da
universidade britânica: Estados Unidos (queda de 1,8%) e União Europeia (2,8%).
Os dados da Universidade de East Anglia indicam que
as emissões aumentarão em 2012, atingindo um volume recorde.
Um relatório produzido pela universidade afirma que
as emissões de gás carbônico crescerão 2,6% este ano, na comparação com 2011,
atingindo o volume de 35,6 bilhões de toneladas emitidas.
Metas
do Protocolo
Este valor é 58% superior ao de 1990, ano base
usado pelo Protocolo de Kyoto. O tratado, que não foi assinado pelos Estados
Unidos, previa que os países signatários reduzissem as suas emissões de CO2 em
5,2% ao longo da década, tendo 1990 como referência.
O CO2 é o principal gás que provoca o aquecimento
global e é produzido através da queima de combustíveis fósseis ou desmatamento.
Os dados foram publicados neste domingo nas
revistas científicas Nature Climate Change e Earth
System Science Data Discussions.
Dados referentes a 2011 mostram que os países que
mais emitem dióxido de carbono são a China (28% do total mundial), Estados
Unidos (16%), União Europeia (11%) e Índia (7%). O Brasil é responsável por
1,4% das emissões de CO2.
Ainda assim, se considerados os tamanhos das
populações, a emissão por pessoa (per capita) da China ainda é inferior a dos
países ricos.
A emissão per capita da China está em 6,6 toneladas
de CO2, se aproximando da média europeia de 7,3%. Ambos ainda estão longe da
média americana, de 17,2 toneladas de CO2 por pessoa.
Já no Brasil, a emissão per capita de CO2 variou
pouco ao longo da última década: de 1,9 toneladas por pessoa em 2001 para 2,2
toneladas em 2011.
"Os dados mais recentes estão sendo divulgados
quando o mundo debate mudanças climáticas em Doha", disse a pesquisadora
Corinne Le Quéré, da universidade britânica.
"Mas com as emissões ainda crescendo, é como
se ninguém estivesse ouvindo toda a comunidade científica."
O painel da ONU sobre Mudanças Climáticas começou
no Catar na semana passada e termina na próxima sexta-feira. Mais de 17 mil
pessoas estão discutindo medidas para evitar que a temperatura do planeta
aumente ao longo deste século.
Um dos pontos em discussão é a criação de novas
metas de emissão por país.
sábado, 1 de dezembro de 2012
Balneabilidade indica 5 praias impróprias para banho em Salvador
Olha a merda!!! Mas continua diminuindo... Uma
boa notícia para os banhistas que como eu, curtem uma prainha final de semana. O levantamento de número 38, realizado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) indicou que, esta semana, 5 praias, das 34 analisadas, devem
ser evitadas.
As 4 praias em Lauro de Freitas continuam próprias
para banho. o/
A poluição nas águas do mar decorrente do esgoto
que corre pelos canais pluviais, o arraste de lixo com as chuvas e a falta de
educação da população são alguns dos fatores que contribuem para que as praias
sejam consideradas como impróprias.
As praias que devem ser evitadas são:
- Penha (Em frente à Igreja N. S. da Penha);
- Pedra Furada (Atrás do Hospital Sagrada Família);
- Roma (Atrás do Hospital São Jorge);
- Boca do Rio (Em frente ao Posto Salva Vidas);
- Itapuã (Em frente à Sereia de Itapoã).
A avaliação das praias faz parte do projeto
Monitoramento Ambiental, do INEMA, que além de analisar a qualidade
ambiental das águas e do ar, faz análise do comportamento das correntes
oceanográficas e dos ventos. O boletim é feito semanalmente e está disponível
no site do Sistema Estadual de Informações Ambientais e Recursos Hídricos (SEIA).
De acordo com a Assessoria de Imprensa do INEMA,
“O material é analisado e os exames bacteriológicos confirmam as praias
impróprias para o banho. A praia é considerada própria quando apresenta, em 80%
das amostras, menos de 1.000 coliformes fecais ou menos de 800 Escherichia
coli, ou ainda menos de 25 enterococos por 100 ML de água. Ainda que nas
análises anteriores a qualidade da água esteja dentro dos parâmetros
considerados próprios para banho, se o valor obtido na última amostragem for
superior a 1000 coliformes termotolerantes ou 2000 Escherichia coli ou 100
enterococos por 100 mL de água, a praia é considerada imprópria. Esses
critérios foram estabelecidos pela resolução 274/2000 do Conselho Nacional doMeio Ambiente (Conama)”.
O Instituto ainda alerta os banhistas para evitar o
banho de praia em tempo chuvoso, já que as águas podem ser contaminadas por
arraste de diversos detritos, como lixo das ruas, carregado através das
galerias pluviais, podendo causar doenças como conjuntivite e leptospirose. “É
desaconselhável ainda o banho próximo à saída de esgotos, desembocadura dos
rios urbanos, córregos e canais de drenagem”, completa.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Pesquisa 'mais completa' em pólos mostra aceleração em degelo
Da BBC Brasil
Estudo que reuniu os principais especialistas de 20
equipes de pesquisa sobre derretimento das calotas polares revelou que o nível
do mar subiu 11 mm desde 1992, por conta do degelo na Groenlândia e na
Antártida.
Após diversas polêmicas sobre o fenômeno, pesquisadores de diferentes países usaram imagens feitas por 10 de satélites e amostras no decorrer dos últimos 20 anos para elaborar um relatório aparentemente conclusivo sobre o tema.
A pesquisa mostrou que o degelo é mais intenso na Groenlândia, onde diversas bordas da ilha se desprenderam definitivamente.
Já na Antártida, boa parte da camada de gelo permaneceu praticamente inalterada. No entanto, a área ocidental do continente tem derretido de maneira acelerada.
Os cientistas dizem que o próximo passo é um grande desafio, conseguir prever a evolução do derretimento para os próximos cem anos.
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