Por Isabela Vieira - 08.04.2013
Rio
de Janeiro- Encontrar uma solução para uma das maiores causas do aquecimento
global - a liberação de uma grande quantidade de gás carbônico na atmosfera
- é um desafio para empresas de geração de energia e petroquímicas. O tema foi
assunto de debate hoje (8) no 2º Congresso Brasileiro de Gás Carbônico na
Indústria do Petróleo, Gás e Biocombustíveis entre as empresas do setor e
especialistas.
Durante a palestra, além do impacto ambiental provocado
pela liberação do gás carbônico em altas concentrações com a queima de
combustíveis fósseis pela indústria e pelo transporte, foi lembrado uso
benéfico do gás carbônico na produção agrícola, na produção de biocombustível
de alga, no congelamento de alimentos e como anestésico em animais de
frigoríficos.
“O gás carbônico é um problema e também uma solução
porque tem aplicações industriais”, disse o diretor do Instituto Alberto
Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federaldo Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), Luiz Pinguelli Rosa. O professor disse que o
grande desafio da sociedade é isolar o gás e capturá-lo das chaminés de
fábricas.
Produtora de petróleo e gás, a Petrobras estuda formas de
diminuir a liberação do gás carbônico na extração de seus produtos por meio de
investimentos nas refinarias. “Não tem como acabar com a poluição, mas tem como
diminuir o impacto”, disse a consultora sênior da estatal, Glenda Rodrigues.
“Porém, os custos são altos”.
O diretor de Exploração e Produção da Petrobras,
José Miranda Formigli Filho, disse que a empresa vem utilizando o método
de injeção de gás carbônico para aumentar a eficiência da produção no pré-sal e
não desperdiçar o gás. “O petróleo pode ficar preso no reservatório e o
gás facilita a saída”, explicou Pinguelli Rosa.
A professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Rosana Fialho acrescentou que para diminuir o impacto da liberação de gás
carbônico é preciso investir em tecnologia. Os métodos atuais são
de pouca eficiência na captura do gás nos processos industriais. “Precisamos
desenvolver tecnologias alternativas e torná-las viáveis economicamente”,
disse.

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